Aves mortas por atropelamento em trechos das rodovias que circundam a floresta nacional de Açu, Rio Grande do Norte, Brasil
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As estradas têm importante papel na manutenção de recursos para o desenvolvimento social e econômico do país, mas essas também têm pontos negativos, principalmente ao se tratar de impactos ambientais, sendo um desses, as mortes por atropelamento da avifauna. Diante disso, esse estudo traz um levantamento de diversidade de aves mortas por atropelamento na malha rodoviária que circunda Floresta Nacional de Açu, na cidade de Assú, Rio Grande do Norte, (latitude: 5º 34’ 36” Sul e longitude: 36º 54’ 31” Oeste), área semiárida nordestina. No período de 13 de setembro de 2013 a 10 de julho de 2017, realizado em três trechos com cerca de 172,01 quilômetros de extensão das rodovias RN-118, RN-016, BR-304. Através de um monitoramento que consiste na observação, e georreferenciamento de animais atropelados em estradas, fazendo uso de um automóvel com velocidade entre 40-60 km/hora para uma observação segura dos animais. Os resultados foram analisados e comparados entre as estações seca e chuvosa, visando investigar a relação entre as variações sazonais com o número de atropelamentos. Coragyps atratus, destacou-se como mais acometido por atropelamento. Foram levantados um total de 396 aves e 71 espécies, com uma taxa de atropelamento de 18,27 ind/km/ano, com maior número de atropelamentos no período chuvoso, mas apresentando maior diversidade na época seca, de acordo com o índice de Shannon, sugerindo influência de fatores ambientais nos índices de atropelamentos, que trazem um alerta para a conservação da Fauna da Caatinga e a necessidade de medidas de mitigação.
