Uso do rejeito salino da osmose reversa na irrigação do milho crioulo sob o efeito do fungo micorrízico arbuscular (Gigaspora albida) como atenuador do estresse salino
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A demanda por água doce está aumentando globalmente, devido à sua importância no abastecimento público e no desenvolvimento econômico. No nordeste brasileiro é comum o uso de águas subterrâneas para suprir as comunidades rurais. Porém, há limitações para o uso dessas águas, devido a elevada concentração de sais. O acúmulo de sais no solo pode resultar no estresse salino nas plantas, causando perdas no crescimento, desenvolvimento e produtividade. Esse trabalho buscou analisar respostas do milho crioulo, em associação com os fungos micorrízicos arbusculares sob estresse salino. A pesquisa foi executada em Mossoró, no estado do Rio Grande do Norte, nas instalações da Universidade Federal Rural do Semi-Árido. A etapa experimental foi estabelecida em casa de vegetação em delineamento inteiramente casualizado, em esquema fatorial 3 x 4, com 6 repetições. Os tratamentos foram constituídos em três condições micorrízica (CM): plantas sem micorrízas em solo autoclavado (M1), plantas com micorrízas em solo autoclavado (M2); e plantas com micorrízas em solo não autoclavado (M3) e quatro níveis de salinidade da água de irrigação (CEa): 1.8, 3.1 e 4.4 dS m-1 mais o controle 0,5 dS m-1. Os parâmetros de crescimento foram: massa seca da parte aérea (MSPA), massa seca da raiz (MSRA), relação raiz/ parte aérea (R/PA), número de folhas (NF), diâmetro do colmo (DC) e altura da planta (AP). Já os parâmetros de produção foram: peso da espiga com palha (PEP), peso da espiga sem palha (PES), número de grãos (NG) e peso de 100 sementes (PE 100G). De acordo com os resultados adquiridos nessa pesquisa, foi observado que o uso do fungo micorrízico arbuscular Gigaspora álbida causou efeitos benéficos no desenvolvimento e produtividade do milho crioulo em condições de estresse salino. O tratamento M3 (solo não autoclavado com fungos micorrízicos) mostrou uma maior eficiência na mitigação do estresse salino. A pesquisa ainda mostra que elevados níveis de salinidade afeta diretamente o crescimento, desenvolvimento e a produtividade do milho crioulo, mesmo na presença do fungo micorrízico arbuscular. Porém, mesmo com as perdas de biomassa ocasionado pelo aumento excessivo dos níveis salinos, a condição micorrízica M3 apresentou melhor desenvolvimento entre os tratamentos. Mostrando a importância da relação dos FMA com a microbiota do solo, em associação com a planta.

