Influência do revestimentos com ceras de carnaúba e orgânica na qualidade pós-colheita da pitaia armazenada por diferentes períodos
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Hylocereus sp. é uma espécie de sabor doce e suave, aparência exótica, textura firme e alto valor nutricional. O aumento da demanda por essa fruta tem levado à adoção de tecnologias que utilizam revestimentos comestíveis, como ceras de carnaúba e ceras orgânicas, que têm sido estudadas por sua capacidade de atuar como barreira física, incorporando compostos bioativos que aumentam seu potencial de preservação. Portanto, este estudo teve como objetivo avaliar a eficácia da aplicação de ceras na conservação da pitaia por diferentes períodos sob refrigeração e sua influência na qualidade pós-colheita. O estudo foi conduzido no Laboratório de Fisiologia de Frutos e Tecnologia Pós-Colheita (UFERSA). O processo de seleção foi realizado com base na uniformidade da coloração vermelha, em seguida foram aplicados nos frutos a cera de carnaúba Aruá e o selante orgânico Liqued (1 L de cera diluído em 4 L de água) e armazenados em câmara fria (10° C) por 25 dias, com intervalos de 5 dias para avaliar o diâmetro longitudinal (mm) e transversal (mm) dos frutos, a firmeza da casca e da polpa, o potencial hidrogeniônico (pH), sólidos solúveis (SS) e acidez titulável (AT). O DIC foi realizado em esquema fatorial 3x5 (temperatura refrigerada, carnaúba e cera orgânica e dias de armazenamento: 5, 10, 15, 20 e 25, com 4 blocos e um fruto por parcela, e as médias foram comparadas pelo teste de Tukey (p ≤ 0,01). A cera de carnaúba promoveu a manutenção da qualidade pós-colheita em frutos de pitaia (Hylocereus sp.), reduzindo a perda de massa em até 12,72% em relação à testemunha no 25º dia, mantendo a acidez titulável e proporcionando a menor relação SS/AT, indicadores de menor senescência, atenuando as perdas durante o período de armazenamento refrigerado, resultando em melhor qualidade dos frutos.

