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Avaliação dos níveis de segurança em uma vacina recombinante contra a linfadenite caseosa em ovinos

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A Corynobacterium pseudotuberculosis é uma bactéria que causa uma doença crônica chamada linfadenite caseosa o mal de caroço, que acomete em pequenos ruminantes, provocando inflamação nos gânglios linfáticos e abscesso em órgãos, causando diminuição na produção do rebanho ovino. A principal diferença desta pesquisa com as vacinas existentes é que as vacinas existentes são vacinas vivas atenuadas, toxóides ou inativadas de primeira geração, e a vacina em estudo é uma vacina recombinante que possui uma proteína que foi produzida a partir de Escherichia Coli, tendo em conta que não existem vacinas recombinantes comercialmente aprovadas para utilização em ovinos e caprinos. O objetivo deste trabalho foi avaliar a segurança de longo prazo de uma formulação vacinal em ovinos composta por Mycobacterium bovis BCG Pasteur e rCP40 através do acompanhamento clínico e laboratorial durante 88 dias após do esquema vacinal completo. A pesquisa apresentada foi realizada com ajuda de 12 carneros, hígidos, com idade de 4 - 6 meses, distribuídos em 2 clases, o primeiro protegido com solução salina 0,9% e o segundo com 200 µg de rCP40 e 106 UFC de BCG diluídos em PBS. Depois da última imunização, os ovinos foram acompanhados para a avaliação de eventos adversos de longo prazo. Os exames clínicos foram realizados durante 20 semanas, e se iniciaram após o esquema de vacinação completa, no qual foram avaliados parâmetros tais como: frequência respiratória, frecuencia cardíaca, temperatura retal, dinâmica ruminais, cor das mucosas nasal, ocular e oral, palpação de linfonodos e peso. Da mesma forma, foram feitos análises hematológicos e bioquímicos durante aproximadamente 3 meses após a imunização completa, onde foi avaliado os próximos valores sanguíneos: Hematócritos, hemoglobina, hemácias, volume corpuscular médio, concentração média de hemoglobina corpuscular, proteína plasmática total, fibrinogênio plasmático, leucócitos, proteína total e albumina. No caso do resultado, não foram encontradas variações significativas entre os ovinos que receberam BCG e CP40 como vacina e o grupo controle para os valores clínicos e hematológicos avaliados, com exceção dos valores de hemácias, hemoglobina e os valores bioquímicos como proteína total e albumina, que diferenças significativas foram observadas. Estes resultados podem demonstrar que o composto vacinal não aumenta os parâmetros a longo prazo, sendo seguro para uso em ovinos.



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