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Relatório de estágio supervisionado obrigatório na clínica de animais silvestres: casuística e relato de um caso de cistolitíase em cágado-do-nordeste (Mesoclemmys tuberculata)

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A criação de animais silvestres e exóticos como animais de companhia se destacou por sua enorme população nas residências brasileiras em 2021, evidenciando a necessidade de capacitação pelo médico veterinário, que deve conhecer as principais espécies atendidas e suas particularidades. Este trabalho teve como objetivo determinar a casuística no atendimento para animais silvestres e exóticos no Hospital Veterinário Jerônimo Dix­Huit Rosado Maia (HOVET) da UFERSA, durante o período de 25 de julho de 2022 a 7 de outubro de 2022, e relatar um caso de cistolitíase em cágado­do­nordeste (Mesoclemmys tuberculata). Ao longo de 75 dias de atendimentos no setor, foram acompanhadas 136 consultas, em 30 espécies diferentes pertencentes a variadas classes de animais (mamíferos, aves, répteis, anfíbios e peixes). Dessas classes, destacaram­se as aves, que totalizando 75,7% dos atendimentos, seguida de 17,6% de mamíferos, 5,1% de répteis, um peixe e um anfíbio. A maioria dos animais, 84,5% (115/136), possuíam proprietários e dentre as causas de atendimento clínico destacaram- se procedimentos simples de check­up, como exames de sangue, sexagem e cortes de penas, constituindo 25,5% (26/102) do total, seguido das dermatológicas (15,7%, 16/102), traumáticas (12,75%, 13/102), nutricionais (10,78%, 11/102), além de outras menos frequentes. Durante esse período, também foi realizado o acompanhamento de um cágado­do­nordeste (Mesoclemmys tuberculata), criado como animal de estimação, que apresentava um nódulo em região submandibular e a presença de um cistólito, diagnosticados através do exame radiográfico, necropsia e histopatológico, sendo o primeiro relato descrito de urolitíase em um testudíneo da fauna brasileira. As informações obtidas nesse trabalho demonstram que existe uma grande e complexa casuística de atendimentos de animais silvestres e exóticos no HOVET/UFERSA, seja de vida livre ou criado como pet não convencional, com uma variedade de espécies que podem desafiar o trabalho do médico veterinário. Além disso, o primeiro registro de quelônio da fauna brasileira com a presença de urólitos aqui relatado demonstra a ocorrência da doença nesses animais, a qual deve entrar nos diagnósticos diferenciais.



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