Sobre a diversidade de gêneros em lives
Date
Authors
Journal Title
Journal ISSN
Volume Title
Publisher
Abstract
Com a pandemia causada pela Covid-19, a live ficou popularmente conhecida nas mídias sociais e passou a ser estudada academicamente enquanto gênero discursivo/textual. Embora haja autores que defendam o estatuto genérico da live (Amaral et al, 2021; Magna; Santos 2022), o objetivo deste trabalho é descrever diferentes tipos de lives presentes nas mídias sociais. Para atender ao objetivo, nos embasamos nas teorias de Bezerra (2022), Bakhtin (2016) e Marcuschi (2008) para a discussão sobre gêneros; e Amaral et al (2021) e Magna; Santos (2022), que discutem sobre a tese da live enquanto gênero. Metodologicamente, selecionamos dois tipos de lives de diferentes temáticas, sendo uma da esfera acadêmica, e outra baseada no entretenimento, em que buscamos descrever os elementos formais e discursivos presentes em ambas, focalizando a estrutura, os elementos que se tipificam e o público-alvo de ambos os gêneros que ali se realizam. Os resultados encontrados indicam que a live é o meio pelo qual ocorre uma diversidade de gêneros e que a única característica em comum entre as diversas lives é o fato de ser uma transmissão ao vivo.
