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Farmacocinética e farmacodinâmica da dexmedetomidina (2μg/KG) por via intravenosa em cães

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A dexmedetomidina vem sendo amplamente utilizada na medicina veterinária, entretanto estudos que avaliem a farmacocinética e farmacodinâmica em baixas doses administradas através de bolus intravenoso em cães, ainda é limitada. O objetivo do presente estudo foi avaliar a farmacocinética e farmacodinâmica da dexmedetomidina (2 μg/kg) após administração de bolus IV em seis cães adultos, hígidos (6,8 ± 3,0 kg), com velocidade de 1 μg/kg/minuto. Os parâmetros farmacocinéticos foram obtidos pela cromatografia líquida de ultra eficiência acoplada a espectrometria de massas (UPLC-MS/MS), por coletas sanguíneas seriadas, obtendo-se as concentrações plasmáticas do fármaco nos momentos basal e 0,05, 0,1, 0,15, 0,2, 0,25, 0,3, 0,35, 0,5, 1, 1,5, 2, 3, 4 e 5 horas após o bolus. Para farmacodinâmica, a FC, f, PAS, PAM e PAD, a glicemia e o escore de sedação embasado pela END de Grint (0- 21), considerando-se leve (4 a 6), moderada (6 a 12) ou profunda (13 a 21), foram avaliados no momento basal (T0), a cada 3 minutos (T3 a T21) e após 30 (T30) e 60 (T60) minutos, sendo p ≤ 0,05. Como resultados farmacocinéticos, a concentração plasmática do fármaco no tempo zero (C0) foi de 3,13 ± 1,15 ng/mL, o tempo de meia-vida (T1/2) foi de 28,28 ± 6,14 minutos, enquanto a área sob a curva (AUC) foi 467,44 ± 60,42 ng/mL/min, o clearance (Cl) 5,46 ± 0,91 mL/min/kg e o volume de distribuição (Vdss) foi 146,19 ± 21,04 mL/kg. A FC (bpm) reduziu significativamente a partir de T6 (79 ± 21) até T21 (78 ± 31), comparado ao T0 (116 ± 28). A f (mrpm) diminuiu desde T3 (43 ± 44) até T60 (41 ± 23), sendo T0 = 70 ± 48. A PAS, PAM e PAD (mmHg) elevou-se em T18, mas ao final das avaliações (T60) não tinham mais alterações estatisticamente relevantes. A glicemia não demonstrou alteração considerável estatisticamente. Ocorreu sedação em todos momentos pós-bolus, com pico máximo em T12 (END 8 ± 6). A dose de 2 μg/kg da dexmedetomidina por via intravenosa, causou sedação moderada em cães hígidos. Apesar de rápida metabolização e excreção, verificou-se alterações cardiovasculares, porém sem repercussão clínica importante nos pacientes estudados.



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