Automedicação na pandemia de Covid-19
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O consumo de medicamentos é considerado um dos grandes desafios em torno da saúde pública mundial, uma vez que a automedicação pode acarretar sérias consequências para os indivíduos, considerando a relação direta nos casos de intoxicação medicamentosa, que pode levar ao óbito. Indubitavelmente, a intoxicação medicamentosa atinge um grande número de pessoas em decorrência de práticas como a automedicação, que pode ser definida como a prática de consumir medicamentos por vias próprias, partindo da escolha individual sobre qual medicamento será utilizado, sendo uma prática recorrente nos mais diferentes segmentos sociais. Em doenças de baixa gravidade, torna-se um meio rápido e prático de atenuação. Com a recente pandemia de Covid-19, associou-se a correlação entre a automedicação com os casos de intoxicação medicamentosa, demonstrando-se a relevância do cenário apresentado, demandando a atuação de autoridades sanitárias globais. O presente artigo objetivou abordar a influência da automedicação na pandemia de Covid-19 e as implicações diretas na intoxicação medicamentosa em adultos, crianças e idosos. A produção foi realizada por meio de uma revisão de literatura nas bases de dados ScieELO, MEDLINE e LILACS com descritores em português e em inglês. Os resultados evidenciaram a importância da farmacovigilância, visando o uso racional de medicamentos e a prevenção de agravos, considerando que crianças, adolescentes, adultos jovens e idosos se configuram como os grupos etários com maiores complicações em decorrência da intoxicação medicamentosa, demonstrando a relevância da questão. Ademais, a mobilização contra os efeitos nocivos do consumo inadvertido de medicamentos deve ser uma pauta de preocupação por parte de toda a sociedade e de órgãos governamentais, como o Ministério da Saúde.
