Qualidade pós-colheita de melão tipo amarelo da cultivar ‘titannium’ sob armazenamento refrigerado
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As condições edafoclimáticas do semiárido nordestino, especialmente no Rio Grande do Norte, proporcionam um ambiente propício para a produção de frutos com qualidade superior, que são altamente valorizados nos mercados europeu e asiático. Entre as espécies mais cultivadas na região, o melão (Cucumis melo L.) se destaca, principalmente o tipo amarelo, reconhecido por sua boa resistência ao transporte e longa vida útil pós-colheita. Nesse contexto, cultivares híbridas como a ‘Titannium’ têm sido amplamente adotadas, visto que apresentam desempenho agronômico satisfatório e atributos desejáveis para a exportação. Diante disso, o presente estudo teve como objetivo avaliar a qualidade pós-colheita de diferentes genótipos da cultivar ‘Titannium’ após o período de 30 dias de armazenamento refrigerado. Os frutos foram colhidos no ponto de maturidade comercial em uma propriedade localizada em Mossoró (RN) e analisados no Laboratório de Fisiologia e Qualidade Pós-Colheita da UFERSA. As variáveis avaliadas incluíram características físicas (espessura da casca, diâmetro da cavidade interna e firmeza da polpa), parâmetros de cor da casca e da polpa, e indicadores químicos, como sólidos solúveis (SS), acidez titulável (AT), pH, relação SS/AT e teor de vitamina C. Os dados foram submetidos à análise de variância utilizando o software Sisvar (v. 5.3), com as médias comparadas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. Verificou-se efeito significativo entre os genótipos para a espessura da casca, com média de 2,71 mm. Os genótipos BR24.1320 e BR24.1280 se destacaram pela coloração externa mais clara e intensa. Já o genótipo BR24.1202 apresentou os melhores índices de SS (13,57 °Brix) e relação SS/AT (52,52). Embora não tenham ocorrido diferenças significativas nos teores de vitamina C entre os genótipos, todos apresentaram valores superiores ao normalmente relatado para a espécie (50,35 mg 100g⁻¹), resultado que pode estar associado ao uso de água com salinidade moderada, condição que pode estimular a síntese de ácido ascórbico como mecanismo de defesa ao estresse. De forma geral, os resultados reforçam a influência tanto da genética quanto do manejo sobre a qualidade final dos frutos, evidenciando o potencial de determinados genótipos para atender às exigências do mercado internacional. Estudos futuros podem aprofundar a seleção de materiais com maior estabilidade pós-colheita e desempenho agronômico em ambiente semiárido.

