Avaliação da capacidade adsortiva da casca e do caroço de abacate na remoção de hidrocarbonetos de efluentes oleosos
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Vários segmentos da indústria petrolífera enfrentam desafios constantes, nos quais a gestão da água produzida é uma das principais dificuldades desse segmento. Neste contexto, o processo de adsorção apresenta potencial no tratamento da água produzida, pois pode remover efetivamente o óleo presente na água, refletindo na redução do Teor de Óleos e Graxas (TOG). Este trabalho tem como objetivo avaliar o uso dos resíduos do abacate (casca e caroço) como bioadsorventes no tratamento de efluentes oleosos sintéticos simulando uma água produzida e fazendo uma análise comparativa com uma amostra de carvão ativado comercial. Os experimentos foram realizados em sistema de banho finito. Foram realizadas a medição de turbidez e das concentrações (mg/L) do fluido antes e depois do contato com os materiais, e, subsequência tratados os dados em porcentagem de remoção. Os resíduos utilizados passaram por lavagem e separação granulométrica nas faixas: 0,234 - 0,318 e 0,318 - 0,635 mm. Para a preparação do efluente oleoso, foi usado óleo diesel S500 em uma proporção de 20% de óleo diesel em relação ao volume de água. Foram avaliados os efeitos da massa dos bioadsorventes e tamanho da partícula. Os resultados para a turbidez mostraram que 5 gramas do caroço do abacate foi o que apresentou o maior porcentual de remoção (41,69%). Com relação as diferentes faixas granulométricas, foram obtidos valores de percentuais de remoção de 41,44 e 40,94% para as faixas de 0,234 a 0,318 e 0,318 a 0,635 mm, respectivamente. Para análise do TOG, o fluido sintético foi preparado utilizando petróleo bruto, cloreto de sódio e água destilada. As etapas consistiram-se na extração do óleo emulsionado utilizando hexano como solvente para medir o TOG inicial (77,33 mg/L). Para analisar a remoção do óleo, foram testadas diferentes massas de amostra de carvão ativado (0,25 a 1,25 g). Observou-se que quanto maior a massa de carvão ativado utilizada, maior o percentual de remoção. Para a massa de 0,5 g de amostra, o TOG final foi de 19,35 mg/L, valor inferior ao máximo limite permitido para descarte de água produzida em campos terrestres (< 20 mg/L). Para os bioadsorventes não foi possível fazer o tratamento dos dados por espectrofotometria, pois mesmo após múltiplas lavagens, o material continuava a liberar componentes em solução, o que consequentemente interferia na confiabilidade da leitura do epectrofotômetro UV-Vis, provavelmente devido à extração de componentes orgânicos pelo hexano.
