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Malacofauna de uma salina no semiárido brasileiro

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As salinas artificiais vêm de uma atividade tradicional antiga. Nas regiões estuarinas essa atividade é realizada naturalmente com o processo ocorrendo de forma gravitacional, sendo seus evaporadores e cristalizadores interligados do ponto mais alto ao mais baixo. Quanto à biodiversidade, as salinas abrigam uma vasta diversidade de espécies da fauna e flora, fornecendo habitat estável para reprodução, bem como áreas de forrageio para essas inúmeras espécies. Dentro dos evaporadores algumas espécies dispõem de distribuição em função ao gradiente de salinidade como invertebrados, vertebrados e algas. O presente trabalho foi realizado na salina Augusto Severo da empresa (Ciasal) localizada na cidade de Areia BrancaRN e teve como objetivo verificar se os ambientes aquáticos mais salinos, reduzem a biodiversidade das espécies de moluscos em dois evaporadores da salina, no qual o experimento ocorreu através de coleta quantitativa e qualitativa do substrato consolidado e inconsolidado de três pontos por evaporador cada um com uma réplica, sendo sempre um mais a margem e um segundo a cinco metros em direção ao centro do evaporador as coletas ocorreram de maio a setembro de 2022. Para delimitar as amostras utilizou-se um amostrador cilíndrico de PVC. O sedimento foi peneirado em uma malha de 0,2mm de diâmetro, etiquetados, colocados em saco plástico e levados ao laboratório. Foram coletados 505 indivíduos no total sendo estes representados por 25 espécies 4 desovas e 21 famílias. Apesar da diversidade de famílias da classe Gastropoda amostradas, neste trabalho os bivalves foram predominantes em número de indivíduos coletados. A espécie mais abundante entre as demais amostradas foi a Anomalocardia flexuosa com maior abundancia no mês de setembro de 2022. Durante o período chuvoso, sua abundancia variou entre 16 e 27 indivíduos, enquanto no período seco foi de 27 a 29. As espécies encontradas esporadicamente correspondem a 41,38%, enquanto as muito frequentes correspondem a 34,48% a de menor parcela, pouco frequente corresponde a 10,34%. Entre os indivíduos coletados houve a ocorrência da Saccostrea cucullata (Born, 1778), espécie exótica e até então sem incidência anterior a este trabalho no Rio Grande do Norte.



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