Impacto das alterações na cobertura da terra e eficácia das zonas de amortecimento em unidades de conservação da caatinga no Rio Grande do Norte
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O trabalho analisa a eficácia das Zonas de Amortecimento (ZA) de quatro Unidades de Conservação (UCs) estaduais do Rio Grande do Norte: Monumento Natural Cavernas de Martins (MONA Martins), Área de Proteção Ambiental Dunas do Rosado (APADR), Reserva de Desenvolvimento Sustentável Ponta do Tubarão (RDSPT) e Parque Ecológico Pico do Cabugy, todas inseridas no bioma Caatinga. O objetivo é avaliar o impacto das mudanças no uso e cobertura da terra na conservação ambiental dessas áreas. A metodologia utilizada envolveu a análise de imagens de satélite do MapBiomas para os anos de 2010, 2015, 2020 e 2023, processadas no software QGIS. As ZAs foram delimitadas a uma distância de três quilômetros do limite das UCs. Os resultados demonstram uma tendência preocupante de redução da vegetação nativa, especialmente da Formação savânica, e um aumento das áreas destinadas à pastagem e às lavouras em todas as ZAs analisadas. A expansão agropecuária é apontada como a principal causa dessa mudança, intensificando a pressão sobre os recursos naturais das UCs. Essa dinâmica impacta negativamente a biodiversidade da Caatinga, a qualidade dos recursos hídricos e a integridade dos ecossistemas. Destaca-se a importância das ZAs para proteger as UCs dos impactos externos, mas ressalta a necessidade de fortalecer sua gestão. Conclui-se que a gestão eficaz das ZAs é crucial para garantir a conectividade entre os fragmentos de vegetação nativa, proteger os recursos hídricos e a biodiversidade, e promover o desenvolvimento sustentável da região. Para isso, recomenda-se a revisão dos Planos de Manejo, a implementação de programas de educação ambiental, o fortalecimento da fiscalização, o incentivo à pesquisa científica e a promoção do turismo sustentável.

