Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA): tratamento em canino jovem com associação de Prednisolona e Clorambucil
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O presente trabalho objetivou descrever as atividades realizadas durante o Estágio Supervisionado Obrigatório e relatar o caso clínico de uma cadela jovem diagnosticada com Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA), em que foi instituído o tratamento a partir da associação de prednisolona e clorambucil. A paciente era uma cadela, com um ano de idade, Sem Raça Definida (SRD), com histórico de claudicação dos membros posteriores que evoluiu para paralisia havia 45 dias, dispneia associada à presença de secreção nasal serossanguinolenta, anorexia, poliúria e polidipsia. Um tratamento à base de analgésicos, anti-inflamatório não-esteroidal e condroprotetor havia sido instituído anteriormente, mas não houve resposta satisfatória. Apresentava alterações ao exame físico, como em linfonodos mandibulares e cervicais profundos reativos, dispneia, estridores respiratórios bilaterais e secreção nasal. Os membros posteriores estavam paralisados e o olho direito apresentava leve protrusão. No hemograma e bioquímicas foram observados anemia, leucocitose acentuada, com grande quantidade de linfoblastos, trombocitopenia e hipercalcemia. Na citologia de medula e linfonodo foram visualizados grande quantidade de linfoblastos atípicos dotados de vários critérios de malignidade. Com base nos sinais clínicos e achados dos exames complementares chegou-se ao diagnóstico de leucemia linfoblástica aguda (LLA). O tutor recusou a adoção do protocolo citotóxico intensivo de quimioterapia inicialmente proposto, devido ao prognóstico ruim de tal neoplasia. Desta forma, optou-se por realizar um tratamento menos agressivo à base de prednisolona e clorambucil. Aos 23 dias após o primeiro atendimento, o paciente retornou para acompanhamento e foi relatada melhora do estado geral. Já aos 46 dias, o animal apresentava exacerbação dos sinais clínicos. Aos 60 dias, o tutor informou que o animal veio a óbito. Diante da reduzida quantidade de relatos sobre LLA em cães jovens e terapia alternativa empregada, a sobrevida do animal foi bastante superior em comparação ao tempo de sobrevida descrito na literatura, comprovando a relevância do caso relatado.
