Hospital integrado de neurorreabilitação (HIN) em Iguatu-CE: a arquitetura da saúde como estratégia para o restabelecimento funcional e a promoção da qualidade de vida
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A arquitetura hospitalar desempenha papel fundamental na promoção da saúde ao articular requisitos técnicos, funcionais e humanos em espaços capazes de contribuir para a recuperação e reabilitação dos pacientes. A neurorreabilitação, entendida como um conjunto interdisciplinar de intervenções destinadas à otimização das funções neurológicas e à recuperação da autonomia de indivíduos acometidos por lesões ou disfunções do sistema nervoso, demanda ambientes especializados que favoreçam o tratamento intensivo e a integração entre aspectos físicos, cognitivos e emocionais. Assim, considerando a carência de equipamentos especializados na região Centro-Sul do Ceará e a necessidade de interiorização dos serviços de saúde, esta pesquisa teve como objetivo propor um anteprojeto de um Hospital Integrado de Neurorreabilitação no município de Iguatu–CE. Especificamente, buscou-se compreender os fundamentos da arquitetura hospitalar e da neurorreabilitação; analisar diretrizes de humanização aplicadas aos ambientes de saúde; refletir sobre a relação entre critérios normativos e estratégias humanizadoras; verificar parâmetros de acessibilidade, conforto ambiental e biofilia aplicáveis ao contexto hospitalar; e contribuir para a produção científica e para a inovação arquitetônica na área da saúde. Justifica-se pela insuficiência regional de serviços especializados, pelas dificuldades de acesso enfrentadas pela população e pela necessidade de fortalecimento das políticas públicas de saúde regionalizadas. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa aplicada, de caráter prescritivo-proposicional, com abordagem qualitativa e objetivos exploratórios e descritivos, fundamentada no método dedutivo. Os procedimentos adotados envolveram pesquisa bibliográfica e documental, estudos correlatos, levantamentos de campo, análises urbanas e climáticas, além da aplicação do método projetual. Como resultado, foi desenvolvido um anteprojeto arquitetônico pautado na integração entre acessibilidade, conforto ambiental, biofilia e humanização, associado ao atendimento das exigências técnicas e normativas para estabelecimentos assistenciais de saúde. Conclui-se que a arquitetura hospitalar, quando concebida de forma integrada e centrada no usuário, pode atuar como agente terapêutico complementar, contribuindo para a qualidade do atendimento, para o bem-estar dos pacientes e para a ampliação do acesso à saúde em contextos interioranos.

