Seletividade de inseticidas utilizados na cultura do melão (Cucumis Melo L.) sobre larvas de primeiro instar de Chrysoperla Genanigra (Neuroptera: Chrysopidae)
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O agronegócio do melão (Cucumis melo L.) é o maior impulsionador da cadeia produtora e exportadora do Rio Grande do Norte, sofrendo, contudo, entraves fitossanitários pelo ataque de pragas na cultura. Como solução mais emergente, em alguns casos há uso excessivo de agrotóxicos pelos produtores que podem causar frequentes impactos sócio-ambientais. A busca por opções ao uso de inseticidas se faz cada vez mais necessária visando minimizar os problemas decorrentes de seu uso. No contexto de um Manejo Integrado de Pragas (MIP), insetos da espécie Chrysoperla genanigra Freitas são potenciais alternativas diante de sua alta capacidade predatória sobre os principais insetos-pragas na cultura do melão. Com base no supracitado, a pesquisa experimental avaliou a seletividade de inseticidas utilizados comercialmente para supressão de pragas na cultura do melão, aplicados sobre o primeiro instar larval do predador C. genanigra, contribuindo para categorização dos produtos em classes de toxicidade preconizadas pela IOBC. Foram coletados adultos de crisopídeos em plantios comerciais de meloeiro para criação de manutenção em condições laboratoriais. O ensaio de seletividade foi conduzido no Laboratório de Seletividade com Produtos Químicos do Setor de Fitossanidade da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), sobre larvas de primeiro instar, com até 24h de idade oriundas da criação massal. Utilizou-se o delineamento experimental inteiramente casualizado, composto por dez tratamentos: nove produtos químicos [clotianidina (0,1 g i.a./ L), pimetrozina (0,25 g i.a./ L), lambda-cialotrina (0,025 g i.a./ L), clorantraniliprole (0,0025 g i.a./ L), indoxacarbe (0,036 g i.a./ L), piriproxifem (0,1 g i.a./ L), beta-ciflutrina + imidacloprido (0,0625 + 0,5 g i.a./ L), imidacloprido (1,05 g i.a./ L), beta-cipermetrina (0,04 g i.a./ L)] e uma testemunha constituída de água destilada). Trinta larvas por tratamento foram expostas aos resíduos secos de cada agrotóxico e mantidas individualmente em placas de petri. As pulverizações foram realizadas com auxílio de um pulverizador pressurizado manualmente (1,5 ± 0,5 mg de calda química/ cm²) sobre as placas de petri. Após a aplicação, os espécimes foram mantidos em sala climatizada a 25 ± 2°C, UR de 60 ± 10% e fotofase de 12 horas. Os parâmetros avaliados foram: mortalidade, duração de cada ínstar, sobrevivência pupal, razão sexual, fecundidade, bem como a viabilidade dos ovos produzidos pelos adultos provenientes dos insetos testados no bioensaio. Pelo cálculo do efeito total, os produtos foram enquadrados em classes de toxicidade (IOBC): Clotianidina, Pimetrozina, Indoxacarbe e Piriproxifem como nocivos (classe 4); Beta-Ciflutrina + Imidacloprido e Beta-cipermetrina em levemente nocivos (Classe 2) e Lambda-cialotrina, Clorantraniliprole e Imidacloprido como inócuos (Classe 1) à fase testada.

