Uso de bioadsorvente quimicamente ativado de algaroba (Prosopis juliflora) para remoção de atrazina em água
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A atrazina é um importante herbicida utilizado para o controle de plantas daninhas em culturas como milho e cana-de-açúcar. Suas propriedades físico-químicas aumentam o risco de contaminação de corpos hídricos devido a processos de transporte, como a lixiviação e ao escoamento superficial. A busca por tecnologias de baixo custo e que aproveitem resíduos ou materiais ambientais com necessidade de manejo poder alternativa importante para a remediação de herbicidas em ambientes contaminados. Nesta pesquisa, avaliou-se o potencial e a eficiência de um bioadsorvente produzido a partir da biomassa da algaroba (Prosopis juliflora), uma espécie invasora da Caatinga, na remoção de atrazina em solução aquosa. A caracterização do material foi dada pelos estudos de ponto de carga zero (PCZ), análise elementar (CNHS-O), e microscopia eletrônica de varredura (MEV). A eficiência do material foi avaliada pelos estudos de cinética de adsorção e equilíbrio de adsorção. Segundo o estudo de teste de massas, a quantidade de 50 mg foi a mais indicada para o uso em 20 mL de água adicionada do contaminante. O estudo cinético apresentou tempo de equilíbrio de 120 minutos, com adsorção de 169,1 μg∙g-1, o que representa 99,8%. O modelo cinético com melhor ajuste foi o de ordem geral, enquanto a isoterma de adsorção que melhor descreveu o equilíbrio para a atrazina foi o modelo de Freundlich. Com base nos resultados obtidos, conclui-se que o uso do bioadsorvente produzido a partir da biomassa de algaroba e ativado quimicamente pode ser visto como uma estratégia eficiente para a eliminação o herbicida atrazina da água contaminada, auxiliando assim na conservação do meio ambiente e na melhoria da qualidade dos recursos hídricos.

