Processo de design baseado na Teoria da Complexidade para o desenvolvimento da plataforma GAIA-TEA para crianças com autismo
| dc.contributor.advisor | Monteiro, Bruno de Sousa | |
| dc.contributor.advisormail | brunomonteiro@ufersa.edu.br | |
| dc.contributor.author | Lima, Kamila Kelly Cardoso de | |
| dc.contributor.coadvisor | Chagas, Maria de Fátima de Lima das | |
| dc.contributor.referee1 | Monteiro, Bruno de Sousa | |
| dc.contributor.referee2 | Chagas, Maria de Fátima de Lima das | |
| dc.contributor.referee3 | Filho, Sebastião Emidio Alves | |
| dc.contributor.referee4 | Hoff, Rafael Sbeghen | |
| dc.coverage.spatial | Mossoró | |
| dc.date.accessioned | 2025-04-28T14:08:53Z | |
| dc.date.available | 2025-04-28T14:08:53Z | |
| dc.date.issued | 2025-02-28 | |
| dc.description.abstract | A presente pesquisa visa conceber um processo de design de Interação Humano-Computador (IHC) baseado nos princípios da Teoria da Complexidade e avaliar esse processo no desenvolvimento de uma plataforma digital para crianças com autismo. Este estudo foi desenvolvido a partir das experiências no Grupo de Ações e Investigações Autopoiéticas (GAIA), que há mais de duas décadas realiza pesquisas voltadas ao desenvolvimento de crianças com autismo. Mediante os esforços identificados na literatura, em propor instrumentos para apoiar o desenvolvimento de tecnologias para este público, elas se mostram insuficientes para definir necessidades funcionais com base nas emergências das crianças diagnosticadas. As diretrizes sugeridas nesses trabalhos, em grande parte, estão focadas em aspectos de Interface de Usuário (UI) o que, neste cenário, se tornam insuficientes para desenvolver uma plataforma adequada às demandas cognitivas que consideram a dinâmica de aprendizado sem adotar procedimentos mecânicos. Diante da complexidade do contexto da pesquisa, foi possível identificar limitações do paradigma computacional à luz de compreender a condição do autismo por uma óptica não generalista. A Engenharia de Software é composta por especialistas técnicos focados no desenvolvimento funcional do software com pouca preocupação em aspectos relacionados à experiência de uso. Para fornecer um equilíbrio entre a construção e o uso, o campo da IHC fornece subsídios para o desenvolvimento de sistemas interativos pela perspectiva de quem os utiliza. Em um cenário que envolve o autismo, é notório que o campo da IHC é bastante relevante para lidar com esse tipo de contexto. No entanto, a literatura apresenta trabalhos que mesmo adotando a abordagem do Design Centrado no Usuário (UCD), se depararam com desafios envolvendo a abrangência do espectro e a dificuldade em envolver e obter o feedback de crianças com autismo. Considerar epistemologias fora do campo da computação permitiu a articulação de um processo que contemplasse a complexidade do autismo em sua essência, sem generalizações, adotando uma abordagem sistemática com atenção às demandas humanas emergentes. Desse modo, a mudança paradigmática foi necessária para obter um pensamento que permitisse enxergar a realidade do projeto por uma ótica abrangente. Com a apropriação dos princípios da Teoria do Pensamento Complexo, de Edgar Morin, foi possível conduzir um processo de design que centralizou as emergências das crianças conforme a experiência interativa se desenrolava em um ambiente virtual. Desse modo, possibilitou o desenvolvimento do protótipo da plataforma GAIA-TEA que se organiza em três eixos: Aprendizagem, Linguagem e Interação. A avaliação do artefato se deu por meio de sessão de grupo focal com o grupo de pesquisa GAIA, onde foram obtidas narrativas que demonstraram resultados significativos, apresentando uma perspectiva positiva para atender a demandas que emergem da relação entre tecnologias e autismo. Como contribuição, o estudo busca preencher uma lacuna de conhecimento ao propor soluções tecnológicas que adotam o pensamento complexo como guia para compreender as demandas emergentes do autismo na concepção de requisitos funcionais de sistemas. | |
| dc.description.abstract2 | This research aims to design a Human-Computer Interaction (HCI) process based on the principles of Complexity Theory and to evaluate this process in the development of a digital platform for children with autism. The study was developed from the experiences of the Autopoietic Actions and Investigations Group (GAIA), which for over two decades has been conducting research focused on the development of children with autism. Despite the efforts identified in the literature to propose tools that support the development of technologies for this audience, these initiatives have proven insufficient in defining functional needs based on the emergent behaviors of diagnosed children. The guidelines suggested in these studies are largely focused on User Interface (UI) aspects, which, in this scenario, are insufficient to develop a platform capable of addressing the cognitive demands that consider learning dynamics without relying on mechanical procedures. Given the complexity of the research context, it was possible to identify the limitations of the computational paradigm when it comes to understanding autism from a non-generalist perspective. Software Engineering is composed of technical specialists primarily concerned with the functional development of software, often paying little attention to aspects related to user experience. In order to balance construction and use, the HCI field provides the theoretical and methodological support needed for the development of interactive systems from the user's perspective. In a scenario involving autism, it is evident that the HCI field is highly relevant to addressing this type of context. However, the literature presents studies that, even when adopting the User-Centered Design (UCD) approach, have encountered challenges related to the broad nature of the autism spectrum and the difficulty of involving and obtaining feedback from children with autism. Considering epistemologies beyond the field of computing allowed for the articulation of a process that embraces the complexity of autism in its essence, without generalizations, adopting a systematic approach attentive to emerging human demands. Thus, a paradigmatic shift was necessary to develop a way of thinking that would allow the project’s reality to be perceived from a comprehensive perspective. By appropriating the principles of Edgar Morin's Theory of Complex Thought, it was possible to conduct a design process that placed the emergent behaviors of children at the center as the interactive experience unfolded in a virtual environment. This approach enabled the development of the GAIA-TEA platform prototype, which is organized into three key areas: Learning, Language, and Interaction. The artifact was evaluated through a focus group session with the GAIA research group, which generated narratives demonstrating significant results and presenting a positive outlook for meeting demands that emerge from the relationship between technologies and autism. As a contribution, this study seeks to fill a knowledge gap by proposing technological solutions that adopt complex thought as a guide for understanding the emerging demands of autism in the design of functional system requirements. | |
| dc.description.physical | 81 f. : il. | |
| dc.format.mimetype | ||
| dc.identifier.advisorLattes | http://lattes.cnpq.br/7054573122944045 | |
| dc.identifier.advisorOrcid | https://orcid.org/0000-0001-9073-2042 | |
| dc.identifier.authorLattes | https://lattes.cnpq.br/8416557088850315 | |
| dc.identifier.authorOrcid | https://orcid.org/0009-0003-9359-5727 | |
| dc.identifier.bibliographicCitation | LIMA, Kamila Kelly Cardoso de. Processo de design baseado na teoria da complexidade para o desenvolvimento da plataforma GAIA-TEA para crianças com autismo. 2025. 81 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Computação) - Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Mossoró, 2025. | |
| dc.identifier.coadvisorLattes | http://lattes.cnpq.br/3492749510312439 | |
| dc.identifier.coadvisorOrcid | https://orcid.org/0000-0002-7979-678X | |
| dc.identifier.uri | https://repositorio.ufersa.edu.br/handle/prefix/13036 | |
| dc.language.iso | pt_BR | |
| dc.publisher.center | Centro de Ciências Exatas e Naturais - CCEN | |
| dc.publisher.country | Brasil | |
| dc.publisher.initials | UFERSA | |
| dc.publisher.institution | Universidade Federal Rural do Semi-Árido | |
| dc.publisher.program | Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação | |
| dc.rights | info:eu-repo/semantics/openAccess | |
| dc.rights.holder | UFERSA | |
| dc.rights.license | Attribution-ShareAlike 3.0 Brazil | en |
| dc.rights.uri | http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/br/ | |
| dc.subject.cnpq | CIENCIAS EXATAS E DA TERRA::CIENCIA DA COMPUTACAO | |
| dc.subject.keyword | Processo de Design de IHC | |
| dc.subject.keyword | Transtorno do Espectro Autista | |
| dc.subject.keyword | Teoria da Complexidade | |
| dc.subject.keyword | HCI Design Process | |
| dc.subject.keyword | Autism Spectrum Disorder | |
| dc.subject.keyword | Complexity Theory | |
| dc.title | Processo de design baseado na Teoria da Complexidade para o desenvolvimento da plataforma GAIA-TEA para crianças com autismo | |
| dc.title.alternative | Complexity theory-based design process for the development of the GAIA-TEA platform for children with autism | |
| dc.type | info:eu-repo/semantics/masterThesis |
