Impactos da Covid-19 em pacientes com espondilite anquilosante em uso de imunossupressores
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Introdução: A pandemia da Covid-19 foi um desafio global impactando significativamente na saúde pública e na vida das pessoas em todo o mundo. Tem como característica maior morbidade em pessoas que possuem alguma condição crônica. A espondilite anquilosante (EA) é uma doença inflamatória crônica que afeta principalmente a coluna vertebral e as articulações sacroilíacas, sendo caracterizada pela sua capacidade de evoluir com debilidade no indivíduo. Dessa forma, a EA pode apresentar um maior risco de complicações devido a própria evolução imunossupressora da doença, como também pelo seu tratamento baseado em medicações imunossupressoras. Metodologia: foi realizada uma pesquisa nos bancos de dados Lilacs, Pubmed e Science Direct com os descritores: “ankylosing spondylitis”, “axial spondyloarthritis”, “rheumatic diseases” e “covid-19”. Foram encontrados 226 artigos dos quais 7 foram selecionados através dos critérios de inclusão: abordar a relação entre a Covid-19 e a espondilite anquilosante na saúde dos pacientes, escritos em língua portuguesa ou inglesa e que estavam disponíveis completos e de forma gratuita. Para a exclusão de documentos foram utilizados os critérios: textos repetidos entre as bases de dados, artigos incompletos, editoriais, artigos de revisão e textos que não abordassem o assunto. Resultados e Discussão: os resultados mostram que a espondilite anquilosante isoladamente não está associada com maior incidência de infecção pelo SARS-CoV-2. Entretanto, quando contaminado com o coronavírus e está associado com outras comorbidades como hipertensão, diabetes e doenças pulmonares apresenta maior risco de internação hospitalar, sem haver aumento de mortalidade. Demonstra-se que o uso de medicamentos imunossupressores pode estar relacionado com efeito protetivo contra a covid-19, principalmente os anti-IL-6, que acredita-se diminuir o efeito da tempestade de citocinas, reduzindo dessa forma a evolução patogenia da doença. Outro ponto importante é a falta de estudos relacionados com os impactos a médio e longo prazo da covid-19 e de estudos relacionados à saúde mental e suas consequências.

