Mercado de trabalho contábil e discriminação salarial por gênero e raça: uma análise na região do Nordeste Brasileiro
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O presente trabalho apresenta como objetivo perceber a existência de evidências de diferenças salariais por gênero e raça no mercado de trabalho contábil da região nordeste brasileira. Desse modo, para atingir o objetivo desejado, foram coletados dados referentes aos trabalhadores desta região e categoria profissional na Relação Anual de Informações Sociais — RAIS, relativas ao período de 2019 a 2021. Para a análise dos dados foi efetuada uma estatística descritiva das variáveis selecionadas, a fim de perceber características inerentes a esses profissionais, coletando um total de 54.138 observações. Logo após foram geradas as tabelas de decomposição salarial por meio do método de Oaxaca-Blinder (1973), foram produzidas em três análises: homem versus mulheres, homens brancos versus mulheres brancas e homens não brancos versus mulheres não brancas. Esta metodologia de decomposição consiste em analisar se há diferença salarial entre os indivíduos analisados e se há algum teor dessa diferença que não possui explicação. Os resultados apontam que existe diferença salarial entre homens e mulheres por motivos não explicados e essa diferença favorece o público masculino, isto é, há indícios de discriminação salarial por gênero. Entretanto, ao analisar as diferenças salariais entre homens brancos e mulheres brancas, a disparidade salarial apresenta-se em favor das mulheres brancas. Quando analisado em relação a homens e mulheres não brancos, a diferença apresenta-se em favor dos homens, indicando mais uma vez a presença de indícios de discriminação salarial tanto por gênero como pela raça. Deste modo, conclui-se que na região em estudo há evidências de discriminação salarial por gênero e por raça, onde este último fator possui maior incidência, já que representa maior parte do corpo amostral.
