O Tribunal de Segurança Nacional no caso dos ferroviários da Great Western na insurreição comunista de 1935
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O artigo analisa a atuação do Tribunal de Segurança Nacional (TSN) durante a Era Vargas, focando na repressão aos trabalhadores envolvidos na Insurreição Comunista de 1935, especialmente os ferroviários da Great Western em Recife (PE). A pesquisa destaca o contexto da Constituição de 1937, que estabeleceu um ambiente de intensa oposição entre capital e trabalho, e a criação do TSN, que permitiu ao governo adotar medidas repressivas contra aqueles considerados ameaças à ordem política e social. Por meio de um levantamento bibliográfico, o estudo buscou mapear as fontes primárias, de forma a revisitar processos judiciais que envolviam a atuação do TSN no caso da greve pernambucana em 1935, destacando como as lutas dos trabalhadores foram marginalizadas e como suas vozes foram silenciadas a partir do aparelho repressor do Estado. O artigo enfatiza a importância da história social do trabalho, ressaltando que a resistência dos trabalhadores não se limitava às estruturas sindicais, mas se manifestava em diversos modos de luta social. Discute também como a falta de reconhecimento do direito de greve e a estigmatização dos trabalhadores que contestavam o governo denotavam a repressão do Estado. Ao final, o trabalho propõe uma reinterpretação das narrativas históricas, dando voz aos oprimidos e destacando a relevância das lutas trabalhistas na construção dos direitos sociais no Brasil.

