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Memorial

dc.contributor.authorSiqueira, Elisabete Stradiotto
dc.date.accessioned2025-11-06T15:52:32Z
dc.date.available2025-11-06T15:52:32Z
dc.date.issued2025-02-11
dc.description.abstractApresentar uma trajetória é dito de maneira simples, descrever o caminho feito por um corpo que se movimenta em relação a um referencial. Existem belezas na ideia de trajetória. A primeira delas é que só se pode descrever uma trajetória determinando um início e um momento final (mesmo que transitoriamente final). Aqui, neste memorial, acompanhamos a escolha da Bete de marcar o começo da jornada ali nos sonhos e projetos individuais de uma jovem que buscava, ao mesmo tempo, sua autonomia, liberdade e responder uma demanda familiar, até chegarmos às realizações de uma profissional que já ofereceu bastante para o ensino superior no Brasil e que mantem, ainda, os sonhos de autonomia e liberdade, agora redimensionados pela inclusão da alteridade e do projeto coletivo de transformação da realidade. No percurso entre aquele antes e este agora, vamos conhecendo no texto do memorial os lugares que construiu e que a construíram, as pessoas que a transformaram e a quem ela transformou, cursos e atividades que criou e que certamente a reinventaram concomitantemente. Outra beleza que a ideia de trajetória traz é a noção de movimento. Mudança de rumos, de instituição, de cidades, de papel. De bolsista de contabilidade no ACTA a docente que exerce atividades de ensino na graduação e na pós-graduação, atividades de pesquisa com publicações volumosas e relevantes em eventos, revistas e livros, atividades de extensão tratando a relação universidade-sociedade de maneira dialógica e crítica desde o NEPEP até o PET Gestão Social. Para não falar das atividades administrativas de construção de um espaço político-institucional democrático e inclusivo. Diversas organizações se beneficiaram deste movimento dinâmico e rico, UNIMEP, USP, UNIPLAC, UFERSA. Por fim, ao se pensar em trajetória é preciso reconhecer que este é um conceito relativo, dois referenciais diferentes podem ter visões diferentes de um mesmo movimento. A trajetória ganha sentido de onde se olha pra ela. Aqui, de onde vejo - para além das conquistas explicitadas no memorial, com número e listas, seja de disciplinas ministradas, artigos publicados, tarefas realizadas, pontuações alcançadas, etc – uma das formas de se dimensionar a contribuição da professora Elisabete Stradiotto Siqueira à ciência, à UFERSA e ao ensino superior no Brasil, é reconhecer e comemorar os efeitos que produziu na vida de seus alunos, outros docentes da UFERSA, colegas de trabalho de diversas instituições, outros sujeitos da sociedade como agricultores, lideranças comunitárias, alunos do ensino médio, etc. Para além da instrumentalidade imediata da educação superior, a professora Elisabete sempre ofereceu aos que interagiam com ela a possibilidade de uma reflexão práxica da área dos estudos organizacionais e administrativos. Freud disse que educar era o primeiro dos ofícios impossíveis. Ofício, não profissão apenas; ofício porque responde a um chamado, revela-se uma tarefa pesada e carrega um mistério. São impossíveis não cotejando o fracasso, o desânimo ou uma postura leniente, são ofícios impossíveis, segundo Freud, porque são aqueles que demandam a palavra engajada. E as palavras são instrumentos falhos. Lacan ressalta “[...] dizer toda a Verdade é impossível, porque nos faltam as palavras”. Não há palavra para tudo, o real escapa sempre. Palavra é cobertor curto. Desta forma, entende-se que o ato educativo, assim como o ato político ou o ato analítico, pode até ser considerado eficaz ou apropriado, mas nunca completo ou exato. Reconhecer a imprecisão significa reconhecer as inúmeras brechas e possibilidades do processo e demanda coragem e sabedoria do docente para lidar com a limitação e a aceitação da insuficiência. É esta coragem de não buscar controlar tudo, este desprendimento das certezas, esta disposição para aprender que não tem como ser capturado seja no texto da apresentação, seja no corpo do memorial e revelam uma potência ética, que distinguem Elisabete como docente e que caracterizam suas mais importantes contribuições.
dc.description.physical579 f.
dc.identifier.bibliographicCitationSIQUEIRA, Elisabete Stradiotto. Memorial. Memorial (Professor Titular em Agronomia) - Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Mossoró, 2025.
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufersa.edu.br/handle/prefix/14371
dc.language.isopt_BR
dc.publisherUniversidade Federal Rural do Semi-Árido
dc.publisher.centerCentro de Ciências Sociais Aplicadas e Humanas - CCSAH
dc.publisher.countryBrasil
dc.publisher.initialsUFERSA
dc.publisher.institutionUniversidade Federal Rural do Semi-Árido
dc.rightsinfo:eu-repo/semantics/openAccess
dc.rights.licenseAttribution-ShareAlike 3.0 Brazilen
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/br/
dc.subject.cnpqCIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::ADMINISTRACAO
dc.subject.keywordMemorial
dc.subject.keywordProfessor titular
dc.subject.keywordUniversidade Federal Rural do Semi-Árido
dc.titleMemorial
dc.title.alternativeMemorial
dc.typeinfo:eu-repo/semantics/other

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