Gêneros orais nos livros didáticos de língua portuguesa: uma análise da coleção “conexão e uso”
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Nosso trabalho se propõe a analisar quais são os gêneros orais recomendados pela coleção de livros didáticos “Conexão e uso” para o ensino da oralidade. Visto que a oralidade ainda hoje não é tão trabalhada nas salas de aula da Educação Básica, embora nos documentos norteadores da educação brasileira, ela seja um dos pilares para o ensino. Para o embasamento teórico, nos amparamos em BAKHTIN (2016) e BEZERRA (2019) para uma noção sobre gêneros, e (TRAVAGLIA, 2017) no que diz respeito aos gêneros orais. Para falar sobre oralidade, ensino e livro didático, nos amparamos nos trabalhos de (FREITAS; TEIXEIRA; MACHADO (2016), (NORONHA (2018), (MAGALHÃES (2007) e (ARAÚJO; SILVA (2016). Esse trabalho possui uma metodologia do tipo qualitativa, visto que irá interpretar os dados e os seus significados, e ainda se mostra bibliográfica, pois será realizada através de materiais já publicados. O corpus desta pesquisa são os capítulos que abordam os gêneros orais nos livros didáticos de Língua Portuguesa da coleção “Conexão e uso”. Os livros analisados foram dos anos finais do ensino fundamental (6º, 7º, 8º e 9º ano). Os nossos resultados apontam que, a partir da análise dessa coleção, podemos evidenciar uma predominância dos gêneros escritos que são recomendados para o ensino em detrimento dos gêneros orais presentes na coleção. Quanto aos gêneros orais recomendados por essa coleção, percebemos que os gêneros que têm um maior espaço e mais informações sobre a sistematização para a produção são o debate, a entrevista e a exposição oral. Além disso, também foi possível encontrar aspectos positivos em relação ao trabalho com esses gêneros orais presentes nos livros didáticos.
