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O discurso médico profissional e a criminalização da maconha no Brasil no início do século XX

dc.contributor.advisor1Castro, Felipe Araújo
dc.contributor.authorSilva, Ana Maria Félix da
dc.contributor.referee1Castro, Felipe Araújo
dc.contributor.referee2Medrado, Nayara Rodrigues
dc.contributor.referee3Maia, Mário Sérgio Falcão
dc.date.accessioned2021-03-18T17:26:03Z
dc.date.available2020-02-11
dc.date.available2021-03-18T17:26:03Z
dc.date.issued2020-02-06
dc.description.resumoA presente monografia analisa o discurso médico sobre a maconha produzido nas primeiras décadas do século XX no Brasil com o objetivo principal de identificar as influências exercidas por esse discurso na criminalização da droga mediante sua inserção no rol de substâncias proibidas do Decreto nº 20.930/1932. A pesquisa foi desenvolvida metodologicamente a partir da análise de dois textos emblemáticos: “Os fumadores de maconha: efeitos e males do vício” de Rodrigues Dória (1915) e “Sobre o vício da diamba” de Francisco de Assis Iglesias (1918). A análise dos artigos realizada em constante diálogo com pesquisas historiográficas, jurídicas, sociológicas e antropológicas nos permitiu revelar dois objetivos centrais, mas não confessos, da criminalização: (i) a associação do uso especialmente aos negros, buscando uma forma de repressão e controle dessa parcela da população que após a abolição formal da escravidão permaneceu à margem da sociedade e (ii) a busca pelo controle de certos usos da maconha que deveriam ser restringidos ao campo da Medicina. Assim, chegamos à conclusão de que a criminalização da maconha no Brasil foi uma decisão política alicerçada em argumentos moralistas, racistas e segregacionistas. Portanto, a permanência da proibição do uso da droga, embora seja formalmente legítima, é insustentável moralmente e politicamente irracional à medida que carrega permanências de ideais racistas e discriminatórios, em especial, da parcela pobre e negra da população. Desse modo, à medida que desnaturalizamos a ideia da maconha como um mal a ser combatido, as reflexões aqui propostas apontam para a necessidade de uma revisão da criminalização, de uma nova decisão política consonante com o sistema jurídico atual.pt_BR
dc.description.sponsorshipTrabalho não financiado por agência de fomento, ou autofinanciadopt_BR
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufersa.edu.br/handle/prefix/6007
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal Rural do Semi-Áridopt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.departmentCentro de Ciências Sociais Aplicadas e Humanas - CCSAHpt_BR
dc.publisher.initialsUFERSApt_BR
dc.relation.referencesSILVA, Ana Maria Félix da. O discurso médico profissional e a criminalização da maconha no Brasil no início do século XX. 2020. 55 f. Monografia (Graduação) - Curso de Direito, Departamento de Ciências Sociais Aplicadas, Universidade Federal Rural do Semiárido, Mossoró, 2020.pt_BR
dc.rightsinfo:eu-repo/semantics/openAccesspt_BR
dc.rights.licenseCC-BY-SApt_BR
dc.subjectCriminologiapt_BR
dc.subjectDiscurso Médicopt_BR
dc.subjectCriminalização da Maconhapt_BR
dc.subjectPós-Aboliçãopt_BR
dc.subject.cnpqCIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::DIREITOpt_BR
dc.titleO discurso médico profissional e a criminalização da maconha no Brasil no início do século XXpt_BR
dc.typeinfo:eu-repo/semantics/bachelorThesispt_BR

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