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Mudanças temporais nas paisagens da bacia hidrográfica do rio Apodi-Mossoró induzidas por diferentes regimes de precipitação

dc.contributor.advisorFerreira, Eveline de Almeida
dc.contributor.authorSousa, Gildelania Silva de
dc.contributor.referee1Ferreira, Eveline de Almeida
dc.contributor.referee2Venticinque, Eduardo Martins
dc.contributor.referee3Lima, James Lucas da Costa
dc.contributor.referee4Almeida, Nadjacleia Vilar
dc.coverage.spatialMossorópt_BR
dc.date.accessioned2023-05-26T18:57:18Z
dc.date.available2023-05-26T18:57:18Z
dc.date.issued2022-11-25
dc.description.abstractA região semiárida e sua principal vegetação, a caatinga, possuem uma fragilidade natural, devido às suas características intrínsecas. Com o uso antrópico intensivo de suas paisagens, essa fragilidade é ainda acentuada, o que torna o ambiente menos resiliente diante de eventos como secas sazonais e prolongadas. Nesse sentido, o presente trabalho se propôs a analisar as principais mudanças temporais ocorridas nas classes de uso e cobertura do solo da Bacia Hidrográfica do rio Apodi/Mossoró, para o período compreendido entre 1999 e 2021. Além disso, foi investigada a relação entre as classes da paisagem e os regimes de precipitação antecedentes (mais recente e prolongado). Para representar os regimes de precipitação utilizou-se a precipitação média acumulada na BHRAM no último mês (P30) que antecedeu a captura da imagem e a precipitação média acumulada na estação chuvosa (PEC), que antecedeu a data de captura da imagem. A área de cada classe foi obtida com NDVI utilizando-se imagens de satélite Landsat 5 e 8, para todos os anos da série temporal (exceto 2002 e 2012). O NDVI identificou cinco classes de uso e cobertura do solo: corpos hídricos, solo exposto, vegetação aberta, vegetação semidensa e vegetação densa. A seca foi caracterizada com os valores de precipitação médios acumulados anualmente na BHRAM e sua recorrência e severidade foi avaliada com o SPI (Índice de Precipitação Padronizado). Nas últimas duas décadas, o SPI indicou que a BHRAM passou por cinco eventos de seca moderada, com duração de um a dois anos, e um período de seca severa e prolongada, de 2012 a 2017. Nesses anos de seca, especialmente em 2005 e 2016-2017, houve aumento considerável da classe de solo exposto, que esteve presente entre 70% e 90% da paisagem. Dentre as classes de vegetação, a vegetação aberta foi o tipo de vegetação que esteve mais presente durante os anos. A classe de vegetação densa sempre apresentou baixa cobertura, se mantendo com área menor que 10% na maioria dos anos, e em oito anos, dos 22 anos estudados, esteve praticamente ausente (menos de 1% de cobertura). A vegetação semidensa, por outro lado, apresentou um padrão variado, com alguns períodos de retração e expansão. As classes de solo exposto (F= 0.490208 e P= < 0,01), vegetação semidensa (F= 0.484517 e P= < 0,01), e vegetação densa (F= 0.316925 e P= < 0,01) apresentaram relação significativa com a precipitação acumulada do último mês (P30), sendo a relação negativa apenas para solo exposto. Esse resultado indica que a distribuição do volume precipitado é um fator preponderante ao desenvolvimento da cobertura vegetal na caatinga. Por outro lado, a vegetação aberta não apresentou relação significativa com nenhuma das precipitações estudadas (P30 - F= 0.010248 e P= 0.66; e PEC - F= 0.008552 e P= 0.69). Esse resultado pode estar relacionado com à agricultura irrigada, uma vez que diversos plantios comuns na bacia (como banana, melancia, caju, coco e leguminosas) utilizam água de reservatórios superficiais e subterrâneos. Os corpos hídricos apresentaram relação com a precipitação acumulada na estação chuvosa (PEC) (F= 0.227372 e P= < 0,05;). Isso ocorre porque toda chuva da estação acaba acumulando nos reservatórios, com isso a chuva do último mês (P30), acaba não tendo efeito imediato no acúmulo dos reservatórios. Concluímos que a BHRAM encontra-se em elevado grau de degradação ambiental, e isso decorre das pressões antrópicas do seu entorno, pois mesmo em anos chuvosos, a vegetação densa (formação florestal), apresentou baixa cobertura.pt_BR
dc.format.mimetypepdfpt_BR
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufersa.edu.br/handle/prefix/9222
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.departmentCentro de Ciências Biológicas e da Saúde - CCBSpt_BR
dc.publisher.initialsUFERSApt_BR
dc.publisher.institutionUniversidade Federal Rural do Semi-Áridopt_BR
dc.rightsinfo:eu-repo/semantics/openAccesspt_BR
dc.rights.holderUFERSApt_BR
dc.rights.licenseCC-BY-SApt_BR
dc.rights.urihttps://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0pt_BR
dc.subject.cnpqCIENCIAS BIOLOGICAS::ECOLOGIApt_BR
dc.subject.keywordSecapt_BR
dc.subject.keywordImpactos antrópicospt_BR
dc.subject.keywordCaatingapt_BR
dc.subject.keywordSensoriamento remotopt_BR
dc.subject.keywordSemiáridopt_BR
dc.subject.keywordRio Apodipt_BR
dc.titleMudanças temporais nas paisagens da bacia hidrográfica do rio Apodi-Mossoró induzidas por diferentes regimes de precipitaçãopt_BR
dc.typeinfo:eu-repo/semantics/bachelorThesispt_BR

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