Padronização do teste ELISA indireto utilizando a proteína recombinante cp09720 de Corynebacterium pseudotuberculosis para o diagnóstico de Linfadenite Caseosa em caprinos
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A caprinocultura registrou 12 milhões de cabeças no Brasil em 2023 e desempenha um papel importante para economia do país, fornecendo produtos diversos, porém enfrentam patogenias, como a linfadenite caseosa (LC) causada pelo Corynebacterium pseudotuberculosis (CP), que compromete cerca de 6,09% da produção. O método sorológico ELISA indireto é utilizado na detecção de LC, mas obter especificidade e sensibilidade confiáveis são um desafio. O uso de proteínas recombinantes no ensaio de ELISA indireto vem sendo empregado com o propósito de aprimorar a sensibilidade e especificidade dos testes diagnósticos, sendo padronizadas diferentes proteínas. Portanto, este trabalho buscou a padronização e sensibilização do método ELISA indireto utilizando a proteína recombinante CP09720 de CP. A expressão heteróloga utilizou o plasmídeo recombinante pAE/cp01850. Sua purificação foi realizada com cromatografia de afinidade ao níquel e quantificação com método BCA (ácido bincônico). A identidade da proteína foi comprovada utilizando a técnica de SDS-PAGE. A padronização do teste ELISA indireto com a proteína rCP09720 foi realizada com o método Checkerboard titration. Foram utilizados um total de 80 amostras, 40 positivas e 40 negativas para LC. Foi obtida uma quantidade correspondente a 6,9 mg/L da esterase recombinante de tamanho correspondente a 35 kDa. A curva ROC resultou em ponto de corte de 0,06550, acurácia de 0,752, sensibilidade de 62,5% e especificidade de 70%. Estes resultados sugerem, que estudos adicionais devem ser realizados para aumentar o potencial da esterase CP09720 na detecção de Corynebacterium pseudotuberculosis no teste ELISA indireto para detecção de LC em caprinos.
