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Compatibilidade entre fertilizantes organominerais e agentes de biocontrole (Trichoderma e Bacillus )

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O Brasil é um dos maiores produtores e exportadores de frutas e hortaliças do mundo. Porém, para produzir em larga escala sem comprometer a qualidade dos produtos, os custos são bastante elevados. Dessa forma, na tentativa de reduzir os custos de produção, são realizadas algumas práticas como a mistura de diversos produtos em tanques de aplicação de defensivos ou até mesmo no sistema de fertirrigação. Esta prática resulta em economia em números de aplicação, mão-de-obra e tempo necessários para a realização das tarefas diárias para os mais diversos setores agrícolas. No entanto, há potencial de interferência negativa nas respostas dos agentes de biocontrole, sob efeitos antagônicos aos produtos químicos/sintéticos. O trabalho teve como objetivo avaliar a compatibilidade entre fertilizantes e agentes de controle biológico, a fim de se evitar eficiência reduzida e/ou inativação dos ingredientes ativos e possíveis prejuízos à cultura e ao produtor. Foram realizados 2 ensaios independentes, um com Trichoderma asperellum URM 5911, e outro com Bacillus subtilis QST 713. O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente casualizado, com 8 tratamentos e 5 repetições. Os ensaios foram repetidos. No experimento 1, os tratamentos foram T1 = T. asperellum URM 5911 (200g/L); T2 = T. asperellum URM 5911 (200g/L) + monofosfato diamônico (30g/L); T3 = T. asperellum URM 5911(200g/L) + ureia (30g/L); T4 = T. asperellum URM 5911 (200g/L) + superfosfato simples (30g/L). No Experimento 2, foram T1 = B. subtilis QST 713 (30mL/L); T2 = B. subtilis QST 713 (30mL/L) + monofosfato diamônico (30g/L); T3 = B. subtilis QST 713 (30mL/L) + ureia (30g/L); T4 = B. subtilis QST 713 (30mL/L) + superfosfato simples (30g/L). Ambos com ajustes para calda de 100 mL. Cada produto permaneceu em contato com o fertilizante durante 6 horas de acordo simulando com as condições de campo, em seguida, foi realizada a diluição seriada, inoculação e incubação específica para cada gênero de microrganismo trabalhado. A análise de variância (ANOVA, p > 0,05) mostraram que o T3 (T. asperellum URM 5911 + ureia) não apresentou diferença estatistica do T1 (controle). O T2 (T. asperellum + monofosfato diamônico) não diferiu estatisticamente do T4 (T. asperellum + superfosfato simples), no entanto diferiram estatisticamente do T3 (T. asperellum + ureia) e do T1 (controle). No experimento 2, os tratamentos T2 (B. subtilis QST 713 + monofosfato diamônico), T3 (B. subtilis QST 713 + uréia) e T4 (B. subtilis QST 713 + superfosfato simples) não apresentaram diferença estatística entre si. O T3 mostrou-se compatível. No entanto, o T2 e T4 apresentaram redução no número de UFCs de Trichoderma. sendo assim, não se recomenda realizar a mistura do produto com os fertilizantes na mesma calda. A bactéria B. subtilis foi compatível com todos os fertilizantes testados, sendo recomendado realizar a mistura do produto com os fertilizantes na mesma calda.



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