Variação na densidade da madeira produzida na região semiárida submetida a diferentes regimes de irrigação
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O presente trabalho teve como objetivo avaliar a qualidade da madeira de quatorze materiais genéticos (nove espécies, entre nativas e exóticas; e cinco clones de Eucalyptus), cultivados sob dois regimes de irrigação pós plantio no Semiárido brasileiro. Para cada genótipo foram selecionadas seis árvores, submetidos a dois regimes de irrigação inicial (até 12 meses; até 36 meses), ambos após o plantio com idade de aproximadamente 11 anos. Para a análise, foram retirados discos de diferentes alturas do fuste: 0% (base), altura do peito (DAP), 20%, 40%, 60%, 80% e 100%. Subamostras do disco nas posições radiais próximo à medula, intermediária e próximo à casca também foram coletadas e saturadas em água para realizar a determinação da densidade, estabelecida pelo método de deslocamento da água. Os sistemas de irrigação provocaram alterações no padrão de variação radial e longitudinal nos clones quanto a proporção de material lenhoso no fuste. Entre as espécies nativas, destacou-se o Angico com alta densidade e pouca madeira juvenil, e o Pau d’arco, com baixa densidade e alta taxa de madeira juvenil. Nas espécies exóticas, o Nim apresentou alta densidade e baixa taxa de madeira juvenil e o Chichá apresentou alta taxa de madeira juvenil e baixa densidade. Nos híbridos de Eucalyptus, se destacou o VE38 com densidade elevada e maior teor de material lenhoso. Ocorreu influência dos manejos de irrigação, observada com maior intensidade nas espécies exóticas para o Mogno e a Acácia, e para os clones de Eucalyptus VE41 e AEC1528. Os valores das densidades básicas nas árvores variaram no intervalo de 0,35 a 0,85 g.cm-3. Houve boa adaptação das espécies nativas, exóticas e dos clones à área de plantio na região Semiárida
