Avaliação da saúde do solo de agroecossistemas de base familiar por meio da cromatografia de pfeiffer e atributos físicos e químicos do solo
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A qualidade do solo é determinante para a sustentabilidade dos agroecossistemas, especialmente em regiões semiáridas, onde práticas inadequadas de uso e manejo podem intensificar processos de degradação edáfica. Assim, a avaliação integrada dos atributos físicos, químicos e biológicos do solo torna-se fundamental para subsidiar estratégias de manejo conservacionistas e promover a sustentabilidade dos sistemas produtivos. Métodos qualitativos, como a Cromatografia Circular de Pfeiffer (CCP), têm sido utilizados como ferramentas complementares às análises laboratoriais convencionais, pois permitem uma leitura integrada da funcionalidade do solo de forma acessível e de baixo custo. O objetivo deste trabalho foi avaliar o potencial da Cromatografia Circular de Pfeiffer como ferramenta qualitativa de diagnóstico da qualidade do solo, relacionando seus descritores visuais com atributos físicos e químicos clássicos em diferentes usos da terra no semiárido potiguar. A pesquisa foi conduzida em área de agricultura familiar no município de Upanema, Rio Grande do Norte, sob clima semiárido (BSh), avaliando quatro agroecossistemas dispostos em uma topossequência: Latossolo sob vegetação nativa, Vertissolo sob pastagem de ovinos, Cambissolo sob horta orgânica e Argissolo sob pastagem nativa, nas camadas de 0,00–0,15 m e 0,15–0,30 m. Foram realizadas análises físicas e químicas do solo, incluindo textura, densidade, porosidade, atributos hídricos, bases trocáveis, fósforo disponível e carbono orgânico total. Paralelamente, foram elaborados cromatogramas circulares de Pfeiffer, avaliados por meio de scores atribuídos às características visuais de integração, plumas, picos e coloração. Os dados quantitativos foram analisados por meio de correlação de Pearson, análise fatorial e análise de componentes principais. A análise fatorial explicou 83,59% da variabilidade total dos dados, enquanto a análise de componentes principais discriminou claramente os usos da terra. As áreas sob vegetação nativa e horta orgânica apresentaram maiores teores de COT, melhor estabilidade estrutural e os maiores scores cromatográficos, caracterizados por maior integração entre zonas, plumas bem desenvolvidas e coloração homogênea. Em contraste, as áreas de pastagem, especialmente no Argissolo, apresentaram menores valores de COT, limitações físicas e menores scores cromatográficos, refletindo menor qualidade do solo. Conclui-se que a CCP mostrou elevada concordância com os atributos físicos e químicos, configurando-se como ferramenta qualitativa eficiente e complementar para o diagnóstico da qualidade do solo no semiárido.

