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Análise de componentes principais dos parâmetros bioquímicos de fêmeas suínas em relação à composição bromatológica do colostro sobre o desempenho de leitões nas primeiras 24 horas de vida

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Objetivou-se avaliar a importância, variabilidade e inter-relação de variáveis bioquímicas do sangue e bromatológicas do colostro de matrizes suínas, sobre o desempenho de leitões nas primeiras 24 horas de vida. O experimento foi conduzido com 15 matrizes suínas lactantes, selecionadas mantendo-se a mesma quantidade por ordem de parto (n=5), com peso médio aproximado (274,68 kg), ordens de parto (3 a 5) da mesma genética (Topigs Norsvin – TN70). Foram mensuradas à duração do parto, produção de colostro, peso pré-parto, tamanho da leitegada, peso pós-parto, assim como o consumo de ração. Amostras de 5 mL de sangue das matrizes foram colhidas logo após o nascimento do primeiro leitão e às 24 horas após, para análise das concentrações de gama glutamil transferase, glicose, colesterol total, triglicerídeos, creatina quinase, proteína total, albumina, globulina e a razão albumina/globulina. Nos mesmos períodos, foram colhidos 80 mL de colostro e leite, para análise das concentrações de proteína bruta, teor de gorduras, lactose, sólidos não gordurosos, sólidos totais e atividade da gama glutamil transferase. As análises estatísticas foram realizadas utilizando os pacotes “corrplot”, “lavaan” e “semPlot” do programa computacional R Development. Os dados foram padronizados (XiX)/s e foi realizada a análise de correlação de Pearson, assim como de componentes principais para compreender o relacionamento das variáveis. Foram consideradas correlações baixas se |r ≤ 0,30|, moderadas quando |0,30 ˂ r ≤ 0,70| ou altas para |r ˃ 0,70|, somente as altas correlações foram consideradas. O primeiro e o segundo componente apresentaram autovalor maior que 1 e que os dois conjuntamente explicaram 71,91% da variação total dos dados. Da variação total dos dados, o primeiro componente explicou 45,95% e o segundo 25,96%. Verificou-se a formação de quatro grupo de variáveis de altas correlações: 1) correlacionadas negativamente com o primeiro componente duração de parto, tamanho da leitegada, gordura às 24 horas, lactose às 24 horas, sólidos não-gordurosos às 24 horas, sólidos totais às 24 horas, gama glutamil transferase láctea às 0 hora, colesterol total às 0 hora, creatina quinase às 0 hora, creatina quinase às 24 horas, proteína total às 0 hora e globulina às 0 hora; 2) correlacionadas positivamente com o primeiro componente, Gordura às 0 hora, colesterol total às 24 horas, triglicerídeos às 24 horas, gama glutamil transferase sérica às 0 hora, gama glutamil transferase sérica às 24 horas, albumina às 24 horas, razão entre albumina e globulina às 0 hora e razão entre albumina e globulina às 24 horas; 3) correlacionadas negativamente com o segundo componente Ordem de parto, produção de colostro às 24 horas, proteína bruta às 0 hora, proteína bruta às 24 horas, lactose às 0 hora, sólidos não-gordurosos às 0 hora, sólidos totais às 0 hora e gama glutamil transferase láctea às 24 horas; 4) correlacionada positivamente com o segundo componente a globulina às 24 horas. Conclui-se que os parâmetros fisiológicos e séricos das fêmeas influenciam na composição do colostro e do leite, assim como interferem no desempenho da leitegada nas primeiras 24 horas de vida, sendo, portanto, a análise da bioquímica sérica e láctea de fundamental importância para o desempenho produtivo das fêmeas e dos leitões.



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