Uso do teste do micronúcleo em Tropidurus hipidus (Spix, 1825): determinação de protocolo e valores basais
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A espécie de lagarto Tropidurus hispidus é amplamente distribuída desde a Venezuela até a Argentina, adentrando a região do Cerrado brasileiro, indo até à região semiárida. A expansão das fronteiras agrícolas acabou por sobrepor a área onde habita essa espécie, além disso, diversos outros tipos de agentes químicos podem impactar a qualidade de vida desses indivíduos, induzindo alterações genéticas na vida selvagem, o que fatalmente leva a mutações e/ou processos de carcinogênese. Os biomarcadores podem auxiliar na busca precoce por danos causados por esses agentes. Diversos testes citogenéticos e ecotoxicológicos são capazes de detectar efeitos genéticos através dos biomarcadores, dentre estes o Teste do Micronúcleo é amplamente utilizado na detecção de danos genéticos em células animais, sendo bastante eficiente, barato e reprodutível. O presente trabalho teve como objetivo determinar os valores basais da Frequência de Micronúcleos (MN) para a espécie T. hispidus, fornecendo parâmetros para estudos de genotoxicidade. Os indivíduos avaliados foram coletados na área urbana do município de Mossoró-RN, no Campos Oeste da Universidade Federal Rural do Semi-Árido e na zona rural, a 20 km do campus central na Fazenda Rafael Fernandes, estão depositados na Coleção Herpetológica do Semiárido. Foram coletados 0,5 mL de sangue de cada indivíduo por punção cardíaca, sendo preparadas 3 lâminas de esfregaço sanguíneo, coradas com Giemsa 0,6% por 15 minutos. Para cada indivíduo, foram avaliados 1.000 eritrócitos e calculou-se a frequência de MN. Foram obtidas imagens de cada lâmina com microscópio Olympus BX-41 e analisou-se as células utilizando os programas NIS-ElementsF e ImageJ. Dos 40 exemplares coletados, 35 (17 machos e 18 fêmeas) foram avaliados a partir de análise e cálculo da frequência de MN obtendo-se uma média 1 MN para cada 1000 eritrócitos e desvio e erro padrão de 1 ± 0,171. O gráfico da correlação entre peso e massa, mostrou uma relação de 31,5% entre esses parâmetros. Os resultados obtidos neste trabalho são pioneiros em determinar os valores basais de MN em T. hispidus.

