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Convergência adaptativa em plantas da caatinga: estratégias reprodutivas de Pachystachys paraibana (acanthaceae)

dc.contributor.advisorLima, James Lucas Costa
dc.contributor.advisormailjames.lima@ufersa.edu.br
dc.contributor.authorOliveira, Rílari Carla Maia
dc.contributor.coadvisorCarvalho, Airton Torres
dc.contributor.referee1Lima, James Lucas Costa
dc.contributor.referee2Machado, Milena Wachlevski
dc.contributor.referee3Chagas, Earl Celestino de Oliveira
dc.coverage.spatialMossoró
dc.date.accessioned2026-06-15T14:05:54Z
dc.date.available2026-06-15T14:05:54Z
dc.date.issued2026-02-27
dc.description.abstractA polinização é um mecanismo essencial para a reprodução das angiospermas e a alogamia, frequentemente mediada por síndromes especializadas, promove diversidade genética. A família Acanthaceae Juss., diversa em síndromes de polinização, inclui o gênero Pachystachys, cuja biologia reprodutiva de P. paraibana, endêmica da Caatinga, permanece desconhecida. Neste estudo, objetivamos caracterizar a biologia reprodutiva dessa espécie para testar as hipóteses de que (1) sua fenologia reprodutiva é sazonal e (2) seus atributos florais indicam uma síndrome de quiropterofilia. O estudo foi conduzido na Floresta Nacional de Açu, Rio Grande do Norte, no domínio Caatinga. Investigamos a fenologia reprodutiva integrando dados históricos de herbário com observações de campo mensais. Caracterizamos os atributos florais, incluindo horário de antese, disponibilidade de pólen e produção de néctar (volume e concentração de açúcares). Para avaliar o sistema reprodutivo, realizamos um experimento de ensacamento em 50 inflorescências de 50 indivíduos, calculando taxas de frutificação para testar o potencial de autopolinização espontânea. Por fim, caracterizamos os visitantes florais por meio de observações diretas e armadilhas fotográficas, correlacionando sua atividade com variáveis abióticas (temperatura e umidade relativa do ar). Pachystachys paraibana apresentou fenologia reprodutiva sazonal e sincronizada, com picos de floração e frutificação concentrados no primeiro semestre (abril a junho). A espécie demonstrou capacidade de autopolinização espontânea, com 44,4% dos indivíduos ensacados produzindo frutos na ausência de polinizadores. A guilda de visitantes foi composta por quatro grupos: morcegos (Phyllostomidae), mariposas (Sphingidae), beija-flores (Trochilidae) e abelhas (Apidae). Os morcegos foram os visitantes mais frequentes, representando 83,3% dos eventos de visita. Nossos achados revelam que P. paraibana possui uma estratégia reprodutiva mista. A autopolinização pode atuar como um mecanismo de garantia frente à imprevisibilidade climática da Caatinga. Apesar de não haver confirmação direta, a alta frequência de morcegos filostomídeos sugere que estes são os polinizadores cruzados putativos, potencialmente responsáveis pela manutenção do fluxo gênico. O padrão fenológico sazonal evidencia uma forte adaptação ao ambiente semiárido. Adicionalmente, P. paraibana apresenta convergência adaptativa com espécies conhecidas do gênero Harpochilus, a qual está associada à similaridade nas interações planta-polinizador, à morfologia floral compatível com visitantes de hábitos semelhantes e alopatria com nichos equivalentes, sugerindo pressões seletivas compartilhadas atuando sobre estas linhagens distintas de Acanthaceae na Caatinga. Por fim, a aparente especialização de P. paraibana também a torna potencialmente vulnerável a perturbações que afetem suas populações de polinizadores, destacando a necessidade de estratégias de conservação do habitat para a preservação deste endemismo da Caatinga.
dc.description.abstract2Pollination is an essential mechanism for angiosperm reproduction, and outcrossing, often mediated by specialized syndromes, promotes genetic diversity. The family Acanthaceae Juss., which encompasses a wide diversity of pollination syndromes, includes the genus Pachystachys, whose reproductive biology in its Caatinga endemic, P. paraibana, remains unknown. In this study, we aimed to characterize the reproductive biology of this species to test the hypotheses that (1) its reproductive phenology is seasonal and (2) its floral traits indicate a chiropterophilous syndrome. The study was conducted in the protected area Floresta Nacional de Açu, in the Brazilian state of Rio Grande do Norte, within the Caatinga phytogeographic domain. We investigated reproductive phenology by integrating historical herbarium data, analyzed using circular statistics (Rayleigh test), with monthly field observations. We characterized floral traits, including the timing of anthesis, pollen availability, and nectar production (volume and sugar concentration). To evaluate the reproductive system, we conducted a bagging experiment on 50 synflorescences from 50 individuals, calculating fruit set rates to test the potential for spontaneous self-pollination. Finally, we characterized the guild of floral visitors through direct observations and camera traps, correlating their activity with abiotic variables (temperature and relative humidity). Pachystachys paraibana exhibited seasonal and synchronized reproductive phenology, with flowering and fruiting peaks concentrated in the first half of the year (April to June). The species showed the capacity for spontaneous self-pollination, with 44.4% of bagged individuals producing fruits in the absence of pollinators. The visitor guild comprised four groups: Chiroptera (Phyllostomidae), Lepidoptera (Sphingidae), Apodiformes (Trochilidae), and Hymenoptera (Apidae). Phyllostomid bats were the most frequent visitors, accounting for 83.3% of visitation events. No correlation was found between visitation frequency and abiotic variables. Notably, based on the observations, it was not possible to confirm which taxon acts as the effective pollinator. Our findings reveal that P. paraibana exhibits a mixed reproductive strategy and the self-pollination may function as an assurance mechanism in response to the environmental unpredictability characteristic of the Caatinga. Despite the lack of direct confirmation, the high frequency of phyllostomid bats suggests that they are the putative cross-pollinators, potentially responsible for maintaining gene flow. The seasonal phenological pattern indicates strong adaptation to the semiarid environment. Additionally, P. paraibana shows adaptive convergence with the Harpochilus species, associated with similarities in plant–pollinator interactions, floral morphology compatible with visitors of similar habits, and allopatry with equivalent niches, suggesting shared selective pressures acting on these distinct Acanthaceae lineages in the Caatinga. Finally, this apparent specialization may also render P. paraibana potentially vulnerable to disturbances affecting its pollinator populations, highlighting the need for habitat conservation strategies to preserve this caatinga endemic.
dc.description.physical45 f. : il.
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES
dc.format.mimetypepdf
dc.identifier.advisorLatteshttp://lattes.cnpq.br/2807168198577953
dc.identifier.advisorOrcidhttps://orcid.org/0000-0002-2967-5322
dc.identifier.authorLatteshttp://lattes.cnpq.br/7225039207168608
dc.identifier.authorOrcidhttps://orcid.org/0009-0005-5362-7063
dc.identifier.bibliographicCitationOLIVEIRA, Rílari Carla Maia. Convergência adaptativa em plantas da caatinga: estratégias reprodutivas de Pachystachys paraibana (acanthaceae). 2026. 45 f. Dissertação (Mestrado em Ecologia e Conservação), Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Mossoró, 2026.
dc.identifier.coadvisorLatteshttp://lattes.cnpq.br/5995654016063333
dc.identifier.coadvisorOrcidhttps://orcid.org/0000-0003-3395-4444
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufersa.edu.br/handle/prefix/15313
dc.language.isopt_BR
dc.publisher.centerCentro de Ciências Biológicas e da Saúde - CCBS
dc.publisher.countryBrasil
dc.publisher.initialsUFERSA
dc.publisher.institutionUniversidade Federal do Rural do Semi-Árido
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Ecologia e Conservação
dc.rightsinfo:eu-repo/semantics/openAccess
dc.rights.holderUFERSA
dc.rights.licenseAttribution-ShareAlike 3.0 Brazilen
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/br/
dc.subject.cnpqCIENCIAS BIOLOGICAS::BIOTECNOLOGIA
dc.subject.keywordConvergência adaptativa
dc.subject.keywordPolinização
dc.subject.keywordAlogamia
dc.subject.keywordConhecimento ecológico
dc.subject.keywordSazonalidade
dc.subject.keywordAdaptive convergence
dc.subject.keywordEcological knowledge gaps
dc.subject.keywordPlant–animal interactions
dc.subject.keywordSDTFW
dc.subject.keywordSeasonality
dc.subject.keywordReprodução da angiosperma
dc.subject.keywordEndemismo da caatinga
dc.subject.keywordGênero Pachystachy
dc.subject.keywordFenologia reprodutiva
dc.subject.keywordSíndrome de quiropterofilia
dc.subject.keywordProdução de néctar
dc.subject.keywordAutopolinização
dc.subject.keywordMorcego filostomídeo
dc.titleConvergência adaptativa em plantas da caatinga: estratégias reprodutivas de Pachystachys paraibana (acanthaceae)
dc.title.alternativeAdaptive convergence in caatinga plants: reproductive strategies of Pachystachys paraibana (acanthaceae)
dc.typeinfo:eu-repo/semantics/masterThesis

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