Leishmaniose visceral canina: epidemiologia, desafios dos diagnósticos e tratamento
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A Leishmaniose Visceral Canina (LVC), popularmente chamada de calazar, é uma enfermidade zoonótica grave, causada por protozoários do gênero Leishmania, especialmente Leishmania chagasi no Brasil, sendo classificada como uma das principais doenças endêmicas tropicais e subtropicais negligenciadas, transmitida pela picada da fêmea do mosquito Lutzomyia longipalpis, representando um desafio significativo para a saúde pública e veterinária, com implicações tanto para cães quanto para humanos. O cão é o principal reservatório urbano da LVC, contribuindo significativamente para sua transmissão, principalmente no Brasil com elevado número de cães, que já alcança cerca de 62 milhões. A epidemiologia da LVC é preocupante, com o Brasil representando 92% dos casos reportados na América Latina em 2022. O diagnóstico da LVC é complexo, pois nenhum método possui 100% de sensibilidade e especificidade. A doença pode se manifestar de três formas: sintomática, oligossintomática ou assintomática, dificultando a identificação precoce. Além do tratamento que é desafiador, não só pelos protocolos e as orientações do Ministério da Agricultura, mas também pela responsabilidade do tutor sobre o cão infectado. Sendo assim, este trabalho busca abordar a epidemiologia da LVC, os desafios no diagnóstico e tratamento, além de estratégias de controle e prevenção, contribuindo para uma melhor compreensão e manejo da doença em contextos clínicos e de saúde pública.

