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Determinação da qualidade da água de rejeito proveniente do processo de destilação: Estudo de caso da Ufersa Campus Caraúbas

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A água, sabe-se, é um bem essencial para a subsistência de todo ser vivo. O uso sem regramento de água e o não cuidado com os rejeitos gerados pela indústria, bem como pela sociedade, o aumento da população mundial, bem como o aumento da demanda econômica, trazem, e irão trazer, sérias consequências ao planeta. É de conhecimento de grande parte dos pesquisadores e daqueles ligados a atividades afins que há um elevado descarte de água proveniente do processo de destilação; água essa que necessita de uma correta destinação. Diante da atual situação hídrica no Brasil e no mundo, o presente trabalho tem como finalidade avaliar a qualidade da água do sistema de destilação e o estudo da viabilidade de reutilização da água de rejeito na irrigação. As análises se basearam no guia Standard Methods of APHA (2005), guia internacional utilizado na avaliação de águas residuais e potáveis. Foram avaliados 13 (treze) parâmetros, a saber: pH, condutividade, salinidade, dureza total, cálcio, magnésio, cloreto, sódio, potássio, sólidos dissolvidos totais, alcalinidade parcial e total e turbidez. Nas análises foi possível observar que as amostras (A3) – água destilada Quimis e (A5) – água destilada Solab, apresentaram índices baixos na quase totalidade dos parâmetros – como esperado. A amostra (A2) – água de rejeito Quimis, mostrou comportamento semelhante a amostra (A1) – água de abastecimento em quase todas as amostras, e que a amostra (A4), advinda do rejeito Solab se mostrou sobressalente quando comparada com as demais amostras, possivelmente por causa da falta de manutenção do destilador, o que interferiu em seu desempenho. Os resultados obtidos se mostraram satisfatórios, como pode ser verificado, no emprego da água de rejeito na irrigação. No entanto, vale ressaltar que alguns parâmetros se mostraram fora dos limites estabelecidos pela literatura, sendo eles: pH e potássio. A amostra (A4) do pH ficou um pouco acima do limite tido como ideal. Com relação ao potássio, o parâmetro obteve o valor de 170 mg.L-1 para a amostra (A2) e 390 mg.L-1 para a amostra (A4), o que o engloba fora do limite tido como ideal. Há de se ressaltar que esses números não impedem que a água de rejeito gerada no processo de destilação dos laboratórios possa ser empregada na irrigação, pois ajustes podem ser feitos.



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