Crescimento, produção e qualidade de cultivares de Panicum maximum irrigadas com efluente da piscicultura
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O capim Panicum maximum é uma forrageira indispensável na criação a pasto de ruminantes e, em condições semiáridas, é inevitável a utilização da irrigação. No entanto, devido à escassez de recursos hídricos do semiárido brasileiro, o reuso de água, como efluente de piscicultura é uma alternativa para irrigação de pastagens. Com o objetivo de avaliar o crescimento, produção e qualidade de cultivares de P. maximum irrigadas com efluente da piscicultura, uma pesquisa foi desenvolvida em casa de vegetação utilizando o delineamento experimental em blocos casualizados, com oito repetições. Os tratamentos foram em esquema de parcela sub-subdividida, com três manejos de irrigação (água de abastecimento – controle, água de abastecimento + adubação convencional e rejeito da piscicultura) e, três cultivares de capins P. maximum (Tanzânia, Mombaça e Massai) com quatro tempos de corte na sub-sub-parcela (45, 90, 135 e 180 dias após a semeadura). Os resultados mostraram que o maior crescimento, produção e qualidade do capim P. maximum foram registrados quando as forrageiras foram irrigadas com água de abastecimento e adubação convencional com NPK. A irrigação com efluente da piscicultura diminui o crescimento e a produção do capim P. maximum, mas permite a obtenção de foragem com boa qualidade. A irrigação com efluente aumenta a concentração de sódio no da P. maximum, o que acarretou redução na biomassa de todas as cultivares, o que requer o monitoramento da salinidade nas cultivares P. maximum. A salinidade do efluente da piscicultura aumentou os teores de cálcio, magnésio, ferro, manganês e zinco nos tecidos foliar. A cultivar Massai é mais sensível à irrigação com efluente da piscicultura do que as cultivares Mombaça e Massai

