Carbono orgânico total, lábil e índice de manejo de carbono em solos sob frutíferas perenes no semiárido potiguar
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O cultivo de plantas perenes desempenha um papel fundamental na região semiárida, sendo uma técnica para o desenvolvimento socioeconômico O estudo tem como objetivo analisar o Carbono Orgânico Total (COT), o Carbono Lábil (CL) e o Índice de Manejo de Carbono (IMC) em culturas perenes. A pesquisa foi realizada no pomar didático localizado na Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA) e foram coletadas amostras no período seco e chuvoso. Os dados obtidos foram submetidos à análise estatística descritiva, sendo apresentadas as médias e os relativos erros padrão. No solo sob mata nativa, independente da camada de 0-10 cm ou 10-20 cm, os teores de COT foram maiores no período chuvoso, com os valores bem próximos na camada de 0-10cm. O carbono lábil foi maior na mata nativa, sendo 0-10 cm maior no período chuvoso e 10-20 cm maior no período seco. A cultura da goiaba e mamão (0-10 cm) e banana (10-20 cm) também foram maiores no período chuvoso, de modo geral, com exceção do mamão (0-10 cm) e, banana e pêra (10-20 cm) a maioria das frutíferas tiveram maiores índices de manejo de carbono no período chuvoso. O IMC que tem a relação entre o CL e o COT, reflete diretamente a intensificação dos processos de ciclagem de nutrientes, resultando em um índice mais elevado. O uso do IMC em áreas do semiárido também tem sido associado à promoção de sequestro de carbono e à mitigação das emissões de gases de efeito estufa. Observou-se uma variação sazonal no Índice de Manejo de Carbono, sendo este maior no período chuvoso, em função da intensificação dos processos biológicos e químicos que ocorrem no solo sob condições com maior umidade.

