O Ensino da produção textual com o gênero charge para alunos com deficiência intelectual nos anos finais do ensino fundamental: uma proposta de sequência didática
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Este artigo propõe uma sequência didática para o ensino da produção textual com o gênero charge, direcionada a alunos com deficiência intelectual nos anos finais do Ensino Fundamental. A charge, como linguagem visual poderosa, oferece uma via de comunicação atrativa e inclusiva, permitindo o desenvolvimento de diversas habilidades como a compreensão de textos, a expressão de ideias, o pensamento crítico e a criatividade. A partir de um estudo bibliográfico e documental, este trabalho desenvolveu-se considerando as perspectivas pedagógica crítica, dialógica e do letramento contemporâneo. A perspectiva pedagógica crítica de Freire (2021) defende que a educação não pode ser vista de forma isolada da sociedade, buscando observar como fatores sociais influenciam a capacidade das pessoas de ler, aprender e pensar por si mesmas. Em relação a perspectiva dialógica da linguagem (Bakhtin, 2016; Volóchinov, 2018), entende-se não apenas como um conjunto de palavras, mas um espaço onde as pessoas se relacionam, constroem significados e moldam a realidade. Essa visão destaca que a linguagem está sempre em constante transformação e é influenciada pelos contextos sociais e históricos em que é utilizada. Quanto ao letramento na contemporaneidade, Kleiman (2014) destaca a importância de trabalhar com letramentos contemporâneos, especialmente os textos verbo-visuais, na sala de aula. Ao trabalhar com esses materiais, os estudantes desenvolvem habilidades como leitura, escrita, pensamento crítico e criatividade, o que é fundamental para os estudantes com deficiência intelectual. Por fim, para a elaboração da sequência didática, foram consideradas reflexões específicas sobre a aprendizagem da língua portuguesa pelo aluno com deficiência intelectual em conformidade com Oliveira (2011) e apresentada neste trabalho com o detalhamento das etapas a serem seguidas, desde a introdução do gênero até a produção autônoma de charges, considerando as especificidades dos estudantes com deficiência intelectual.

