Produção de biopolímero a partir da cera de carnaúba (Copernicia prunifera) com fibras das folhas como agente estrutural
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O uso e o descarte incorreto de plásticos derivados de petróleo causam sérios danos ao meio ambiente, já que eles demoram muito para se decompor e consequentemente poluem os ecossistemas. Por isso, é importante buscar opções mais sustentáveis e biodegradáveis. Foi analisada a produção de biopolímero a partir da cera de carnaúba (Copernicia prunifera) com fibras das folhas como agente estrutural, utilizando-se a metodologia experimental e aplicada com abordagem qualitativa, que compreendeu a extração de fibras de carnaúba e amido de batata, a síntese de filmes biopoliméricos por meio de emulsão e gelatinização, e a caracterização dos materiais através de ensaios de aspecto visual, combustão e permeabilidade em água. Os resultados obtidos indicam que as formulações BCFAN35 e BCFAC35 (compostas por 35% de amido e 5% de fibra) apresentaram os melhores índices de estabilidade, integridade estrutural e homogeneidade, evidenciando que a cera de carnaúba atua como um agente hidrofóbico essencial para otimizar a capacidade de barreira do material contra a umidade. Dessa forma, conclui-se que a formulação BCFAN35, produzida com amido natural, é a mais viável para aplicações práticas por assemelhar-se a filmes poliméricos de origem celulósica, reforçando a importância de promover a inovação tecnológica sustentável e o aproveitamento integral da biomassa regional do Nordeste brasileiro para reduzir a dependência de polímeros sintéticos de matriz fóssil.

