Metaficção historiográfica no romance Um defeito de cor de Ana Maria Gonçalves
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O artigo propõe uma análise dos aspectos da metaficção historiográfica, dentro do romance Um defeito de cor de Ana Maria Gonçalves, publicado em 2006. O estudo segue de acordo com os direcionamentos teóricos de Bonnici (2012), Dalcastagné (2005), Linda Hutcheon (1991), Patrícia Waugh (1984) sendo possível entender o fenômeno da metaficção e metaficção historiográfica no referido romance. O romance oscila entre fatos históricos e ficcionais, no sentido de compor narrativas híbridas. O trabalho aborda a importância de escritos afro-brasileiros como Um defeito de cor, obras que compõem uma escrita que dispõe o espaço para as vozes dos ex-cêntricos Jacomel (2008), os discursos não-hegemônicos dos marginalizados, colocando-os em primeiro plano nas narrativas, a fim de (re)contar as próprias histórias do passado e refletir sobre o presente. Com isso, o trabalho analisa a construção da personagem Kehinde no romance, e que fatores foram motivados por meio da sua memória, levando leitores a construir autorreflexões sobre a história e a identidade do povo brasileiro e sobre a escrita afro-brasileira, seguindo as formulações teóricas de Ângela Davis (2016), Conceição Evaristo (2009), Cuti (2010), Eduardo Assis Duarte (2018).
