Cogeração de energia através do bagaço de caju
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Apesar de ser uma das principais culturas sustentáveis do Nordeste, a cajucultura apresenta elevados índices de desperdícios no campo. Quando processado, o pedúnculo do caju produz o etanol de primeira geração, o qual apresenta valor comercial, e o bagaço, sendo este considerado um resíduo sem função. Logo, o objetivo do presente trabalho foi avaliar o uso do bagaço de caju na cogeração de energia em uma planta piloto de produção de etanol. Para tanto, o processo de cogeração foi simulado utilizando o software SuperPro Designer. A fim de se comparar os resultados, simulou-se o mesmo processo, contudo, utilizando bagaço de cana-de-açúcar como matéria prima a ser utilizada na cogeração. Todos os modelos matemáticos contidos no programa têm validação estatística bem como análise de sensibilidade, sendo utilizados métodos de otimização de processos. Os resultados mostraram que a produção de energia elétrica através do bagaço de caju foi superior em 3,07% ao obtido para a cana-de-açúcar. Isso ocorre devido ao poder calorífico do bagaço de caju, o qual é superior ao do bagaço da cana-de-açúcar, pois contém maiores teores de lignina e extratos. Portanto, conclui-se que a combustão do bagaço de caju mostrou-se uma opção tecnicamente viável para produção de vapor, uma vez que apresentou uma potência elétrica gerada de 1.871,15 kW, valor esse superior ao obtido para o bagaço de cana-de-açúcar, o qual gerou 1.810,83 kW.
