"Ser uma das poucas": escrevivências sobre as negritudes e o judiciário potiguar
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A presente pesquisa busca entender como as vivências sobre discriminação e racismo marca percepção de magistradas negras do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, para isso, foram realizadas entrevistas semiestruturadas com duas magistradas para uma análise dos discursos apresentados. Diante disso, foi elaborada uma escrevivência jurídica sobre como a autoidentidade, o discurso de ascensão social da pessoa negra e autocobrança se relacionam com conceitos como Ideal de Ego branco, Pacto da Branquitude e brancura. Para isso, foi realizado uma análise bibliográfica a partir de autoras como Souza (2021), Nogueira (2021), Evaristo (2020) e de autores como Fanon (2008; 2021; 2022), Moreira (2017), Munanga (2023). Por fim, percebeu-se que há uma existência de uma autocobrança, de uma busca por visibilidade das magistradas negras ao mesmo tempo em que lidam com casos de racismo através da desconfiança sobre sua capacidade e não reconhecimento enquanto juízas.

