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O uso da tecnologia assistiva de baixo custo no atendimento educacional especializado: relato de experiência

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O presente material emerge do processo de formação do curso de Especialização em Atendimento Educacional Especializado realizado na Universidade Federal Rural do Semi-Árido. O projeto intitulado: O uso da Tecnologia Assistiva de Baixo Custo no Atendimento Educacional Especializado foi desenvolvido no Centro Estadual de Educação Especial - CEESP, órgão público vinculado à Secretaria de Educação do Estado do Rio Grande do Norte que oferece atendimento educacional especializado – AEE, de forma complementar ou suplementar a todos os alunos com necessidades especiais matriculados na rede regular de ensino. O AEE deve considerar a realidade específica de sua clientela respeitando suas individualidades, contribuindo para o desenvolvimento e acessibilidade. O uso de alguns recursos, materiais didáticos e estratégias acessíveis são essenciais para a prática no AEE. O Ministério da Educação – MEC preconiza o uso de materiais pedagógicos e recursos capazes de mediar uma prática que promova acessibilidade e elimine barreiras que possam dificultar a aprendizagem desses alunos. Tecnologia Assistiva – TA termo novo introduzido no Brasil em 1988 é uma área do conhecimento interdisciplinar que representa o arsenal de Recursos e Serviços que ajudam a ampliar habilidades apresentando-se como ferramenta pedagógica, que pode despertar na pessoa com deficiência maior estímulo, independência, possibilidades e interesse no seu processo de aprendizagem. Às vezes o material pedagógico tradicional se mostra incapaz de motivar o aluno e a construção de materiais acessíveis de TA surge como alternativa objetivando ações que favoreçam essa aprendizagem. Neste trabalho apresenta-se o relato de experiência em que o uso desses recursos de forma mediada, postulado de Vygotsky, tem se mostrado como um diferencial na prática do AEE desenvolvida nos atendimentos realizados no CEESP. Inicialmente observou-se que o interesse dos alunos frente a alguns materiais e atividades propostas não era motivador. Em consonância com o proposto ao professor de AEE, é necessário identificar as necessidades e habilidades do aluno por meio de observações e avaliação e propor maneiras de intervenções que possam eliminar as barreiras existentes no processo de aprendizagem. A partir dessa avaliação foi possível elaborar o plano de atendimento individual e então a construção de recursos de baixa TA. O caráter de ludicidade embutido nos recursos confeccionados e a possibilidade do manuseio provocaram neles, como resultados, um despertar de interesse mostrando que os alunos que rejeitavam inicialmente atividades com letras, números, cores, formas e outros passaram a realizar as atividades com maior prazer e envolvimento após uso dos recursos. Sendo assim, as conclusões são que o uso da TA na prática de intervenção realizada no AEE do CEESP se mostra como um diferencial que abriu novas possibilidades, motivando o aluno e provocando também no professor o desejo de ampliar esses recursos de forma a atender a realidade de seus alunos e, sobretudo, contribuir para transpor barreiras que possam limitar o desenvolvimento do aluno dentro do processo de construção de conhecimento e aprendizagem.



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