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Criopreservação de espermatozoides epididimários de gato doméstico (Felis catus – Linnaeus, 1758) utilizando Aloe vera

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A criopreservação é uma biotécnica que permite a conservação das células a temperaturas abaixo do ponto de congelação da água, por tempo indeterminado. Em felinos domésticos esta técnica está associada a aspectos econômicos, permitindo a conservação de raças de grande estima; e, ecológicos visto que o gato doméstico é um excelente modelo experimental para os demais felídeos ameaçados em extinção. Atualmente existe uma crescente prospecção na utilização de substâncias vegetais que confiram efeito crioprotetor as células espermáticas. Entre essas substâncias, a Aloe vera vem ganhando destaque devido à presença de compostos de ação crioprotetora. Diante do exposto, objetivou-se avaliar o efeito de diferentes concentrações do extrato bruto de A. vera na criopreservação dos espermatozoides epididimários do gato doméstico. Para tanto, foram utilizados 10 complexos testículos-epidídimos de gatos. A recuperação dos espermatozoides foi realizada pela técnica de fatiamento em placa de Petri contendo solução Tris pré-aquecida. O recuperado epididimário foi centrifugado, avaliado (concentração, análise CASA, vigor, motilidade, integridade da membrana, funcionalidade da membrana, morfologia e análise da condensação da cromatina) e, em seguida, destinado a três tratamentos distintos: controle (com 20% de gema de ovo), T10% (10% de A. vera) e T20% (20% de A. vera). Em seguida, os espermatozoides foram submetidos a 4 ºC por 60 min, posteriormente, rampa de nitrogênio líquido por 20 min e armazenamento em botijão criogênico. A descongelação procedeu-se após um intervalo de uma semana, em temperatura de 37 ºC por 30s. Durante o resfriamento observou-se a redução da motilidade em relação amostra fresca em ambos os tratamentos. Entretanto a redução dos parâmetros vigor e viabilidade só foram observados para o T10% e T20%. Quanto aos resultados após a descongelação, observou-se um declínio para motilidade e vigor em todos os tratamentos, sendo o tratamento T10% inferior aos demais. Embora o tratamento T20% apresentasse valores de motilidade similares ao controle após o descongelamento, apenas o controle permitiu a manutenção dos parâmetros vigor, viabilidade e funcionalidade da membrana durante todo o processo de criopreservação. Para a morfologia espermática, observou-se alterações na cauda durante o resfriamento no tratamento controle e alterações na peça intermediária para o T10%. Com base nos resultados pode-se concluir que a gema de ovo ainda apresenta-se como melhor crioprotetor para a conservação dos espermatozoides epididimários de gato doméstico; entretanto, a A. vera na concentração de 20% apresentou possível aplicabilidade como substância crioprotetora alternativa durante o resfriamento.



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