Psicomotricidade e práticas inclusivas na educação infantil: estratégias de professores de escola pública para o desenvolvimento psicomotor de crianças com TEA
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Este estudo investigou as estratégias psicomotoras utilizadas por professores da Educação Infantil para promover o desenvolvimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em escolas públicas de Picos-PI, partindo da lacuna de pesquisas sobre práticas inclusivas nessa área. Justifica-se pela relevância da psicomotricidade no desenvolvimento integral e pela crescente presença de alunos com TEA nas salas de aula. A pesquisa, de abordagem mista, analisou questionários aplicados a 10 professoras, identificando que 60% realizam atividades psicomotoras semanalmente e 40% diariamente, com materiais acessíveis (pregadores, bolas de papel) que demonstraram eficácia no desenvolvimento motor e socioemocional. Os resultados revelaram que todas as docentes reconheçam a importância da psicomotricidade, mas é importante destacar a necessidade urgente de capacitações que articulem teoria e prática. As intervenções mostraram maior efetividade quando adaptadas às individualidades dos alunos, porém casos de maior comprometimento no espectro exigem suporte especializado, recurso escasso nas escolas pesquisadas. Concluise que a psicomotricidade é ferramenta valiosa para inclusão, mas sua potencialização requer: políticas públicas que garantam formação docente continuada; adaptação curricular às necessidades específicas; e estruturação de redes de apoio multiprofissional. O estudo evidencia que a simplicidade dos recursos não limita os resultados quando as práticas são intencionais, reforçando o papel da escola como espaço de desenvolvimento integral, desde que respaldada por investimentos consistentes em formação e infraestrutura.

