As dimensões do risco como fatores determinantes no processo decisório
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Brito e Amaral (2020) visam replicar pesquisas clássicas em finanças comportamentais por meio da abordagem proposta por Tversky e Kahneman (1979). Os resultados mostraram que os gestores tomaram decisões diferentes quando o mesmo problema foi reformulado. Junior e Famá (2010) analisam que os tomadores de decisão variam em suas percepções e valores de alternativas arriscadas, criando variabilidade comportamental. O modelo proposto por Nobre et al (2018) de comportamento diante do risco contempla a tomada de decisão de risco nas organizações a partir de determinantes oriundos do indivíduo e das organizações. Assim, esta pesquisa teve por objetivo geral analisar os efeitos do risco e suas dimensões sobre as decisões financeiras em organizações de pequeno e médio porte na cidade de Mossoró/RN, tendo caráter quantitativo. Os dados foram coletados a partir da realização de questionários com os gestores responsáveis pela tomada de decisão das empresas de pequeno e médio porte de Mossoró-RN. Foram aplicados 116 questionários, sendo que somente 111 foram validados. Foram considerados os fatores internos e externos das organizações, como as características individuais do tomador de decisões, as necessidades e capacidades de risco, a preferência, percepção e tolerância ao risco, além da racionalidade que permeia as decisões além dos aspectos cognitivos. Os resultados da pesquisa indicam que, individualmente, capacidade de risco, necessidade de risco e preferência pelo risco são preditores da percepção de risco organizacional; sendo a necessidade de risco um preditor que apresentou mais significância estatística. Além disso, a percepção de risco desempenha um papel fundamental na tomada de decisão organizacional, afetando de maneira inversa na tolerância ao risco; ou seja, a relação encontrada entre a percepção e tolerância estão inversamente correlacionadas. O modelo proposto por Nobre et al (2018) foi utilizado como base para esta análise, contribuindo para compreender melhor as especificidades das situações de risco nos processos decisórios.
