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Hábitos de vida e composição corporal relacionados a alterações metabólicas em adultos com sobrepeso e obesidade

Abstract

Introdução: A obesidade é doença heterogênea, que apresentou aumento da prevalência de forma global, podendo ser manifestada por diferentes fenótipos, sendo exemplo o tecido adiposo subcutâneo ou visceral. Dessa forma, diversos mecanismos para sua avaliação foram criados, dentre eles se destacam o IMC e a bioimpedância, sendo esta última mais fidedigna, pois permite identificar com maior precisão o tecido adiposo visceral, que é altamente inflamatório. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal, com 75 pacientes, sendo realizadas medições antropométricas, bioimpedância e IMC, análises laboratoriais, anamnese (recordatório alimentar e hábitos de vida) e exame físico. Os dados coletados passaram por uma análise estatística visando correlacionar os dados extraídos das medidas antropométricas e alterações metabólicas demonstradas pela coleta sanguínea e exame físico. Resultados: Foi encontrado que o aumento no nível de gordura visceral está correlacionado com a presença de acantose nigricans (p=0,0445). Além disso, o nível de gordura visceral também esteve relacionado com o aumento de LDL (p=0,0110). Outros resultados encontrados foram o aumento da prevalência de síndrome metabólica em pacientes com maior IMC (p=0,025). Além disso, em relação a anamnese foram encontrados que pacientes com maior número de filhos possuem maior grau de IMC (p=0,035), ademais pacientes que realizavam exercício aeróbio semanal possuíam menor nível de gordura visceral (p=0,0296). Por fim, foi o aumento no consumo de carboidratos, proporcionalmente em cada refeição, originou maior percentual de gordura corporal (p=0,0350). Discussão: Os resultados encontrados foram corroborados por outras pesquisas realizadas ao redor do mundo, demonstrando que a análise do paciente obeso não deve ser concluída com o IMC, sendo de grande valia outros instrumentos como a bioimpedância para a análise de gordura visceral e percentual de gordura corporal Dado que a gordura visceral esteve relacionada com o aumento do LDL e da prevalência de acantose nigricans. Conclusão: Os achados de níveis mais altos de gordura visceral a partir da bioimpedância pode ter correlação com resistência insulínica e LDL colesterol, podendo caracterizá-la como uma boa ferramenta para estudos dos diferentes fenótipos de obesidade



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