O atendimento educacional especializado: perspectivas dos professores das salas regulares da Escola Estadual Frutuoso Gomes/RN
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O Atendimento Educacional Especializado é um importante recurso no processo de inclusão escolar. Um estudo nesse foco, faz-se necessário, visto que permite trazer à baila como é pensado a inclusão da pessoa com deficiência no seio escolar. Isso porque, durante muito tempo, a visão cultural construída sobre a educação da pessoa que apresentava alguma deficiência esteve na esteira segregacionista e excludente. Na atualidade, com estudos desenvolvidos nessa área e o surgimento de políticas públicas de educação especial, requer-se que as escolas estejam alinhadas com o processo de inclusão. Sendo assim, este trabalho busca trazer uma análise das perspectivas dos professores das salas regulares, sobre o Atendimento Educacional Especializado (AEE), promovido pela Escola Estadual Frutuoso Gomes/RN. O trabalho é produto de uma pesquisa qualitativa e se caracteriza como estudo de caso. À vista disso, recorreu-se aos seguintes instrumentos no seu desenvolvimento: questionários semiabertos realizados com nove professores das salas regulares, que têm alunos com deficiência, dois do sexo masculino e sete do sexo feminino; e análise do Projeto Político Pedagógico da supradita escola. Para assegurar os dados auferidos, utiliza-se como aporte a literatura disponível e orientações da política educacional brasileira, como: Stainback e Stainback (1999), Prieto (2006), Brasil (Resolução do CNE nº 04/2009), Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008), entre outros. Os resultados evidenciam que a ausência do trabalho cooperativo e colaborativo entre professor de AEE, professor da sala regular e equipe escolar, é tida como um fator que dificulta a aprendizagem do discente. Além de evidenciar que o trabalho do AEE não substitui o da sala regular, mas complementa-o, e que o professor do serviço de apoio especializado deve assumir esta identidade no seu fazer escolar. Mostra, ainda, que o Projeto Político Pedagógico da escola não se encontra em consonância com as orientações legais para o AEE. Assim, fica claro que todos os profissionais da escola têm o dever de trabalharem em conjunto, visando melhores progressos à formação dos estudantes, público-alvo da educação especial.

