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Aplicação do plasma atmosférico a frio em feridas agudas de porquinhos da índia (Cavia Porcellus): uma avaliação do processo de cicatrização

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A pele é o maior órgão do corpo e está em contato direto com o meio externo, constantemente suscetível às injúrias, atuando como barreira física, química e bacteriana. Uma ferida é caracterizada por uma descontinuidade no tecido cutâneo, podendo ser advinda de diversos fatores, como traumas ou condições patológicas específicas. Três fases principais compõem o processo de cicatrização: a fase inflamatória, a fase proliferativa e a fase de remodelação. Algumas feridas apresentam dificuldades para cicatrizar, não havendo progressão do processo natural de cura. Nesse contexto, diversas terapias não invasivas vêm sendo desenvolvidas a fim de proporcionar qualidade e eficácia ao processo de cicatrização. O plasma é constituído de um gás ionizado e é definido como o quarto estado da matéria. Ele é gerado a partir do lançamento de elétrons e fótons com energia suficiente sobre os átomos neutros e moléculas de fase gasosa. O uso terapêutico do plasma é baseado no conceito das espécies reativas, tendo como principal objetivo a resolução de problemas em tecidos biológicos, incluindo limpeza, cicatrização de feridas e o tratamento de tumores. Avaliar o efeito do plasma atmosférico à frio na cicatrização de feridas agudas em porquinhos da índia (Cavia porcellus). Foram utilizados 22 animais divididos três grupos para os dias de avaliação 7, 14 e 21 e submetidos a realização de 3 feridas no dorso, sendo ao mesmo tempo, experimento e controle. Uma ferida foi controle e as outras duas receberam tratamento com CAP (10 Hz). O jateamento foi de 1 minuto em cada ferida com gás hélio 2L/ min, imediatamente após a cirurgia e a cada 24 horas por 3 dias consecutivos. Todas as feridas foram fotografadas a partir do dia 0 e analisadas no software Image Pro Plus. Além do processamento histológico. Foi evidenciada a diminuição da área do tecido de granulação nos dias 14 (p<0,05) e 21 (p< 0,01) do processo de cicatrização no grupo tratado com o plasma; houve tendência a diminuição da espessura epidérmica e aumento da queratinização no grupo tratado com o CAP, em comparação ao grupo controle. O tratamento com o plasma atmosférico a frio gerado por barreira dielétrica foi capaz de acelerar a cicatrização nas feridas agudas em porquinhos-da-índia.



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