Desenvolvimento de mudas da cultivar de maracujá UFERSA Brs Rm 153, utilizando substratos orgânicos alternativos da jitirana (Merremia aegyptia L.) e palha de carnaúba (Copernicia prunifera)
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A utilização de fontes orgânicas alternativas é de suma importância para a produção de mudas de maracujá, pois possibilita ao produtor produzir com redução dos custos de produção. Nesse sentido, objetivou-se estudar o desenvolvimento de mudas da cultivar de maracujá UFERSA Brs Rm 153, utilizando substratos orgânicos alternativos da jitirana (Merremia aegyptia L.) e palha de carnaúba (Copernicia prunifera). O experimento foi conduzido em casa de vegetação da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), campus Mossoró, RN, no Departamento de Ciências Agronômicas e Florestais no período de Fevereiro a Maio de 2023. O delineamento experimental adotado foi o inteiramente casualizado com quatro tratamentos e cinco repetições, sendo cada parcela formada por quinze plantas. Os tratamentos constituíram do uso exclusivo e da mistura de substratos alternativos: T1= Composto orgânico (100%); T2 = Palha de carnaúba (100%); T3= Composto orgânico mais jitirana (1:1) e T4= Composto orgânico mais palha de carnaúba (1:1). A germinação iniciou aos oito dias após a semeadura, e aos sessenta dias após a germinação, foram feitas as seguintes avaliações: número de folhas (NF), sendo realizado através da contagem das mesmas em cada planta das parcelas (folhas jovens + folhas maduras; folhas maduras e folhas não abertas), expresso em unidades planta-1. Comprimento da parte aérea (CP), sendo medida com uma régua milimétrica da base até a inflexão da folha no ápice da planta, expressa em cm planta-1. Peso fresco da parte área (PFA), sendo realizado em balança de precisão de 0,1g referente a cada tratamento, expressa g planta-1. Matéria seca da parte aérea (PSA), sendo efetuada em balança de precisão de 0,1g, expressa em g planta-1. Matéria seca do sistema radicular (MSSR), para isso fez-se um corte na base do caule das plantas para retirar a parte aérea e separar das raízes, que sofreram lavagem com água corrente para retirada do substrato. Em seguida foram pesadas em balança de precisão, colocadas em sacos de papel devidamente identificados e levados para estufa por 72 horas em temperatura de 65°C, passado o tempo recomendado foram pesadas novamente, obtendo a matéria seca, expressa g planta-1. Relação peso seco da parte aérea/massa seca de raízes e massa seca de raiz/peso seco da parte aérea, expresso em g g-1. Os substratos alternativos (composto orgânico, palha de carnaúba, composto mais jitirana e composto mais palha de carnaúba) apresentaram características físicas adequadas para a produção de mudas da cultivar UFERSA Brs Rm 153. O composto orgânico e palha de carnaúba foram os que obtiveram os melhores desempenhos para peso fresco da parte aérea e peso seco de raízes com valores de 2,2 e 2,1 g planta-1 e 0,63 e 0,61 g planta-1, respectivamente.
