O Sol é o mesmo para todos?: Uma análise da obra “O Sol é para todos” e da relação réu-sociedade sob a ótica da Justiça Restaurativa
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O artigo explora a conexão entre direito e literatura, ao passo que discute possibilidades de aplicação da Justiça Restaurativa (JR). Explora-se a obra “O Sol é Para Todos”, de Harper Lee (1960), como ponto de partida para notar intersecções entre direito e literatura. Entre os objetivos específicos, destacam-se a compreensão dos conceitos básicos das práticas restaurativas e do movimento “Direito e Literatura”, a exposição do estado da arte acerca deste no cenário brasileiro e o debate das possibilidades de aplicação da JR, como um complemento ao modelo tradicional punitivista, no tratamento de conflitos e restauração de laços comunitários, usando como pano de fundo a citada obra de Lee (1960). Com uma metodologia aplicada e qualitativa a pesquisa combina análise textual da obra supracitada com revisão da literatura acerca do movimento “Direito e Literatura”. Os resultados evidenciam que as narrativas literárias não apenas ilustram o contexto social ao qual se vinculam, mas também propõem uma reflexão crítica sobre o papel do sistema de Justiça na construção de uma sociedade. Já a Justiça Restaurativa, ao focar na reparação de danos e na restauração de laços comunitários, pode contribuir para o fortalecimento do tecido social, facilitando a reintegração de agressores e o fomento ao diálogo. Conclui-se, portanto, que a intersecção entre direito e literatura é benéfica para a construção de um sistema de justiça mais justo e equitativo, e que o sol nem sempre é para todos, dado o desafio de fazer a comunidade encarar as violências sob um enfoque restaurativo.

