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Desvendando o som do chocalho da Cascavel sul-americana: as emissões sonoras variam entre as subespécies de Crotalus durissus?

dc.contributor.advisorPassos, Daniel Cunha
dc.contributor.authorSousa, Francisca Luana da Silva
dc.contributor.coadvisorMachado, Milena Wachlevski
dc.contributor.referee1Passos, Daniel Cunha
dc.contributor.referee2França, Daniella Pereira Fagundes de
dc.contributor.referee3Forti, Lucas Rodriguez
dc.coverage.spatialMossoró
dc.date.accessioned2024-10-24T11:40:06Z
dc.date.available2024-10-24T11:40:06Z
dc.date.issued2023-02-28
dc.description.abstractOs sons produzidos pelos chocalhos das cascavéis (Crotalus e Sistrurus) constituem as emissões sonoras mais conhecidas entre as serpentes, tendo sido descritas bioacusticamente para muitas espécies. No entanto, a ocorrência de variação geográfica na exibição sonora do chocalho, sobretudo nas espécies de ampla distribuição, permanece um tema inexplorado. Neste trabalho investigamos se os sons dos chocalhos variam entre as subespécies da Cascavel sul-americana, Crotalus durissus, testando a hipótese de que haveria variação geográfica nas emissões acústicas dos chocalhos. Especificamente, avaliamos a influência das características anátomo-fisiológicas dos indivíduos e morfológicas dos chocalhos nos parâmetros acústicos das emissões. Gravamos 87 indivíduos de C. durissus, pertencentes a seis subespécies (C. d. cascavella, C. d. collilineatus, C. d. durissus, C. d. marajoensis, C. d. ruruima e C. d. terrificus), distribuídas em diferentes domínios morfoclimáticos da América do Sul. Descrevemos as emissões sonoras através dos seguintes parâmetros acústicos: Razão de duração emissão/estímulo (%), frequência mínima (Hz), frequência dominante (Hz), amplitude de frequências (Hz). Avaliamos também parâmetros morfofisiológicos dos indivíduos emissores: comprimento rostro-cloacal (cm), temperatura corpórea (ºC), sexo e altura do primeiro lóbulo do segmento proximal do chocalho (mm). A exibição sonora das subespécies de C. durissus não apresentou diferenças geográficas consideráveis, pelo menos entre as subespécies mais amplamente distribuídas (C. d. cascavella, C. d. collilineatus e C. d. terrificus). No entanto, a frequência mínima de C. d. terrificus foi mais alta que das subespécies com distribuição mais restrita (C. d. durissus, C. d. marajoensis e C. d. ruruima). Independente da subespécie, o som dos chocalhos de C. durissus foi melhor predito pelos parâmetros morfológicos dos indivíduos emissores. O comprimento rostro-cloacal influenciou negativamente a razão de duração emissão/estímulo, a frequência mínima e a frequência dominante. Já a altura do primeiro lóbulo do segmento proximal do chocalho influenciou negativamente a frequência dominante e positivamente a amplitude de frequências. Estes resultados revelaram que os parâmetros acústicos do chocalho da Cascavel sul-americana não diferem substancialmente entre as subespécies, mas é primariamente determinado pelo tamanho corpóreo e pelas dimensões do chocalho dos emissores. Nossos achados ampliam o conhecimento sobre a bioacústica do gênero Crotalus, além de contribuir para a compreensão comunicação acústica em serpentes de forma geral
dc.description.abstract2The sounds produced by the rattles of rattlesnakes (Crotalus and Sistrurus) constitute the best-known sound emissions among snakes, having been described bioacoustically for many species. However, the occurrence of geographic variation in the rattle's sound display, especially in widely distributed species, remains an unexplored topic. In this work we investigated whether the sounds of rattles vary between subspecies of the South American Rattlesnake, Crotalus durissus, testing the hypothesis that there would be geographic variation in the acoustic emissions of rattles. Specifically, we evaluated the influence of the anatomical-physiological characteristics of the individuals and the morphological characteristics of the rattles on the acoustic parameters of the emissions. We recorded 87 individuals of C. durissus, belonging to six subspecies (C. d. cascavella, C. d. collilineatus, C. d. durissus, C. d. marajoensis, C. d. ruruima and C. d. terrificus), distributed in different morphoclimatic domains of South America. We describe sound emissions using the following acoustic parameters: Emission/stimulus duration ratio (%), minimum frequency (Hz), dominant frequency (Hz), frequency amplitude (Hz). We also evaluated morphophysiological parameters of the emitting individuals: snout-vent length (cm), body temperature (ºC), sex, height of the first lobe of the proximal segment of the rattle (mm). The sound display of C. durissus subspecies did not show considerable geographic differences, at least among the most widely distributed subspecies (C. d. cascavella, C. d. collilineatus and C. d. terrificus). However, the minimum frequency of C. d. terrificus was higher than the subspecies with a more restricted distribution (C. d. durissus, C. d. marajoensis and C. d. ruruima). Regardless of the subspecies, the sound of C. durissus rattles was best predicted by the morphological parameters of the emitting individuals. The snout-vent length negatively influenced the emission/stimulus duration ratio, the minimum frequency and the dominant frequency. The height of the first lobe of the proximal segment of the rattle negatively influenced the dominant frequency and positively influenced the frequency amplitude. These results revealed that the acoustic parameters of the South American Rattlesnake's rattle do not differ substantially between subspecies, but are primarily determined by the emitters' body size and rattle dimensions. Our findings expand knowledge about the bioacoustics of the genus Crotalus, in addition to contributing to the understanding of acoustic communication in snakes in general
dc.description.physical33 p.
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES
dc.format.mimetypepdf
dc.identifier.advisorLatteshttp://lattes.cnpq.br/1028057871039595
dc.identifier.authorLatteshttps://lattes.cnpq.br/9447342597635419
dc.identifier.bibliographicCitationSOUSA, Francisca Luana da Silva. Desvendando o som do chocalho da Cascavel sul-americana: as emissões sonoras variam entre as subespécies de Crotalus durissus?. 2023. 33 f. Dissertação (Mestrado em Ecologia e Conservação) - Universidade Federal Rural do Semi-Árido. Mossoró, 2024.
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufersa.edu.br/handle/prefix/11846
dc.language.isopt_BR
dc.publisher.centerCentro de Ciências Biológicas e da Saúde - CCBS
dc.publisher.countryBrasil
dc.publisher.initialsUFERSA
dc.publisher.institutionUniversidade Federal Rural do Semi-Árido
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Ecologia e Conservação
dc.rightsinfo:eu-repo/semantics/openAccess
dc.rights.holderUFERSA
dc.rights.licenseAttribution-ShareAlike 3.0 Brazilen
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/br/
dc.subject.cnpqCIENCIAS BIOLOGICAS::ECOLOGIA
dc.subject.keywordComunicação acústica
dc.subject.keywordComportamento defensivo
dc.subject.keywordSerpentes
dc.subject.keywordAcoustic communication
dc.subject.keywordDefensive behavior
dc.subject.keywordSnakes
dc.titleDesvendando o som do chocalho da Cascavel sul-americana: as emissões sonoras variam entre as subespécies de Crotalus durissus?
dc.title.alternativeUnraveling the sound of the South American Rattlesnake's rattle: do sound emissions vary between subspecies of Crotalus durissus?
dc.typeinfo:eu-repo/semantics/masterThesis

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